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Sete mulheres no mundo podem vestir-se de branco na presença do Papa

Faltam 6 dias para o Papa Francisco desembarcar no Aeroporto Internacional de Maputo, naquela que será a segunda viagem de um líder supremo da Igreja Católica a Moçambique.

Prevê-se que milhares de pessoas dirijam-se aos locais por onde o Bispo de Roma irá passar. Mas será que todos sabem qual é o protocolo a seguir quando se está diante do Papa?

"O País" saiu à rua para saber que tipo de roupa é permitida na presença do Santo Padre.
"Qualquer tipo de roupa, roupa decente, mas não precisa usar a cor branca. Pode ser castanha, preta, desde o momento que esteja bem vestido", afirma Laura Pelembe, crente da Igreja Católica.

Úrsula Saloque, funcionária de uma instituição bancária, explica qual é a cor indicada a ser usada quando se está na presença do Sumo Pontífice: "Pelo que sei veste-se uma cor escura, de preferência a preta. Não sei se é aplicável para está situação (visita do Papa) aqui em Moçambique mas acredito que o preto é mais indicado", explica.

Quando se está na presença do Santo Padre é importante privilegiar o preto, evitar roupas brancas, a cor reservada ao Papa, e roupas vermelhas, que é a cor dos bispos. 
Somente rainhas católicas podem vestir-se de branco na presença do Sumo Pontífice. Este direito é designado “privilégio do branco”.
Em todo mundo, somente sete mulheres podem vestir "branco" na presença do Papa, nomeadamente: a princesa Charlene do Mónaco, rainha Letizia da Espanha, rainha emérita Sofia de Espanha, rainhas Matilde e Paola da Bélgica, grã-duquesa Maria Teresa do Luxemburgo, e a princesa Marina de Nápoles. 

O protocolo exige às restantes mulheres que se encontrem com o Bispo de Roma a usar um vestido preto sem decote, com mangas compridas, no mínimo na altura do joelho e um véu preto que cubra a cabeça. 
Até aos anos 80 do século passado, os homens deveriam usar fraque (casaco justo na cintura e com abas compridas atrás). 
Actualmente e com a personalidade "humilde" do Papa Francisco, as regras são menos rígidas e exige-se aos homens que usem um fato escuro: preto, azul ou cinzento, e uma gravata de tons moderados. Os trajes tradicionais de cada país também são permitidos.

Por tratar-se de uma visita oficial, o Papa Francisco deverá estar vestido de uma bata branca que possui 33 botões, que simbolizam a idade com que Cristo foi crucificado. Quando está assim vestido, o Papa usa ainda um solidéu branco na cabeça, um crucifixo na altura do peito – representando que os sacerdotes guardam a cruz no coração, um manto branco nos ombros denominado "mozeta", que simboliza a sua autoridade espiritual, um cordão amarrado na cintura e sapatos pretos. 

Durante a visita, algumas pessoas terão a oportunidade de dirigir-se ao Papa. Mas há regras para cumprimentar o Bispo de Roma.
João Zita, crente da Igreja Católica, questionado pelo "O País" sobre como dirigir-se ao Papa, respondeu que se estivesse frente-a-frente com o Santo Padre, começava a conversa ao chama-lo por "sua santidade, assim dirigia-me ao Papa". 

As regras para cumprimentar o Bispo de Roma variam para católicos e não católicos. No caso dos crentes da Igreja Católica, o protocolo do Vaticano impõe que inclinem o corpo, em jeito de reverência, até que o rosto fique situado ao nível das mãos do Sumo Pontífice. 
O Papa deverá já ter estendido a mão para que o interlocutor lhe beije o anel. O anel e não a mão. Não se deve beijar a mão do Bispo de Roma, principalmente do Papa Francisco, que rejeitou publicamente o acto de ‘’beijo-da-mão’’.

O protocolo é menos rígido para os não católicos, pois estão autorizados a cumprimentar o Papa como se de um chefe de Estado se tratasse, estendendo o braço para um aperto de mão convencional. A regra é válida para homens e mulheres. 
Nunca se deverá dar beijinhos ao Papa, independentemente da confissão religiosa.

O protocolo determina também que o Sumo pontífice seja tratado por “Sua Santidade” ou “Vossa Santidade”. Os cardeais devem ser tratados por “Sua Eminência”, os arcebispos e bispos por “Sua Excelência” e os padres simplesmente por “Padre”.

 

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