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Sete anos depois, Moçambique e Malawi reúnem comissão mista de cooperação

Representantes de diversos sectores do Malawi estiveram hoje reunidos com homólogos de Moçambique, em Maputo. Não se via este tipo de encontro há mais de meia década. Os dois países abriram “janelas de oportunidades” para a cooperação.

Desde o encontro de Outubro último, entre os Presidentes Filipe Nyusi e Lazarus Chakwera, na vila de Songo, em Tete, Moçambique e Malawi têm buscado por mais aprofundamento das relações.

Esta quarta-feira houve a prova disso, na capital do país, com a realização de mais uma sessão da comissão mista de cooperação.

“Esta 13ª sessão da comissão mista tem lugar num momento particular da história da sociedade humana. Reúne-se num período em que os nossos países e povos se confrontam com os desafios decorrentes do impacto da propagação da pandemia COVID-19, com consequências graves para a vida dos nossos povos e para o desempenho normal das nossas economias”, disse Verónica Macamo, ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Moçambique e Malawi não reuniam nesse modelo desde 2012. Ou seja, há pelo menos sete anos que a comissão mista dos dois países não sentava à mesma para concertações no âmbito da cooperação. E nos sete anos, as relações quase deterioram-se com clivagens a serem relatadas a diversos níveis, sobretudo no que diz respeito aos domínios da migração e alfândegas.

“Neste exercício, vamos realçar os resultados positivos da nossa cooperação, identificando eventuais nós de estrangulamento e adoptarmos as necessárias medidas de solução, para fortalecer as relações de amizade e cooperação entre o Malawi e Moçambique”, apelou Macamo, reconhecendo assim que os laços entre os dois países mostraram debilidade nos últimos anos.

No entender da responsável pela pasta diplomática em Moçambique, entre as oportunidades que devem concentrar a relação bilateral, o intercâmbio empresarial deve ser destaque.

“A cooperação empresarial é crucial. É imperioso encorajar os empresários malawianos a investir em Moçambique e os empresários moçambicanos a abrir empresas no Malawi”, sublinhou, realçando ainda ser necessário o encorajamento às câmaras de comércio dos dois países a aproximarem-se entre si e “assumirem o seu papel histórico de impulsionadores do intercâmbio entre os homens de negócios dos dois países, pois, as oportunidades são imensas”.

Entretanto, apesar das oportunidades serem imensas, os desafios também são. O terrorismo que ameaça a região entre os dois países é um deles.

“É com profunda convicção que acreditamos que o fortalecimento dos laços de cooperação entre Moçambique e o Malawi têm o potencial de tornar os nossos países mais prósperos e mais seguros, num contexto onde a segurança se afigura um desafio comum e actual face a ameaça colocada pelas manifestações da presença de terrorismo na nossa região”, reconheceu Macamo.

Apesar dos desafios, os dois países não desistem do propósito de cooperação e o Malawi, particularmente, já traçou as linhas que quer explorar, sendo os sectores de “trabalho, educação, ciência e tecnologia; artes e cultura, irrigação e desenvolvimento de águas”, como os principais

“Precisamos identificar também, novas áreas, tal é o caso da gestão de desastres naturais que o mundo enfrenta hoje”, manifestou Nduwa Nkaka, ministro dos Negócios Estrangeiros do Malawi.

O encontro da 13ª sessão da comissão mista de cooperação entre o Malawi e Moçambique teve a duração de um dia.

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