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Sérgio Vieira critica desvalorização da história do país na sua homenagem

A Universidade Pedagógica de Maputo em parceria com a Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) renderam esta quinta-feira homenagem ao político e poeta Sérgio Vieira. Na ocasião, Sérgio Vieira criticou a falta de valorização da história de Moçambique nas instituições de ensino.

Combatente da luta de libertação nacional com passagens pelo Banco de Moçambique, pelos ministérios da Agricultura, Segurança e pela Assembleia da República, Sérgio Vieira é também um homem das letras.

Perante académicos, familiares e amigos, Sérgio Vieira agradeceu pela honra que lhe foi rendido mas aproveitou a ocasião para criticar a falta de valorização da história de Moçambique.

“Lamento que hoje em dia, depois da última revisão que se fez dos livros de história com ajuda daquele que nos combateu, muita da nossa história desapareceu. Os jovens de hoje têm dificuldade em conhecer a nossa história, a dois dias não houve nenhum jornal e muito menos publicação que dissesse que era aniversário do massacre do heriame que foi feito na província de Tete pelas tropas de Ian Smith, ninguém se lembrou desse massacre. Moeda ficou, mas outros massacres ocorreram, antes da guerra colonial, durante a guerra colonial e permitam-me dizer que depois da guerra colonial os bandidos, os que poluem Cabo Delgado e a zona centro do país, e algo contra Moçambique e o futuro desta pátria”, afirmou o político.

O reitor da Universidade Pedagógica de Maputo defende que é responsabilidade de todos os moçambicanos imortalizar os feitos de homens e mulheres que tudo fizeram e fazem para o desenvolvimento de Moçambique.

“Se não criarmos um movimento para reviver essa memoria institucional, esta geração que aqui está praticamente pode desaparecer e os jovens estudantes de 20 e 22 anos de idade não terão oportunidade de conhecer aqueles que foi o vosso papel para fazer de Moçambique aquilo que o pais é hoje. Por isso é nossa responsabilidade como Universidade Pedagógica de Maputo e como associação dos escritores moçambicanos e de todos intelectuais deste país de continuamente promover a imagem de todos que aqui estão”, disse.

O secretário-geral da AEMO descreveu parte do percurso de Sérgio Vieira na Associação dos Escritores Moçambicanos, “Influenciado pelos compatriotas mais velhos e outros, Sérgio vieira abraça a causa nacionalista em associações estudantis e do boletim mensagem da casa dos estudantes do império. Aqui Vieira ganha paulatinamente a maturação e veio a consagrar-se mais tarde como um dos destacados poetas do povo e da liberdade”.

Autor da obra poética “Também Memória do Povo”, Sérgio Vieira escreveu o famoso livro de memórias com o título “Participei, por isso testemunho”.

 

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