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Sentaram-se os sete antes de cada um seguir na sua caravana

Os cabeças-de-lista estiveram esta terça-feira, na cidade de Nampula, num ‘frente-a-frente’, mas com ideias ainda pouco consistentes. Se a linha dos manifestos continuar, a juventude será o foco de todos.

Os concorrentes responderam a um pedido da plataforma Jovens Líderes de Moçambique e sentaram-se tão próximos, um do outro, para esgrimirem argumentos muito distantes.

O cabeça-de-lista da Frelimo, Amisse Cololo, só teve cinco meses de descanso, depois das intercalares que perdeu para Paulo Vahanle. “Nós não podemos dizer as coisas por alucinações. Nós queremos que o jovem esteja imponderado, para que ele realmente seja o dono do desenvolvimento desta cidade”, disse Cololo.

Uma cidade que é considerada a terceira mais importante do país; a capital da província mais populosa de Moçambique. Nampula também leva o epíteto de “capital do Norte” e é daquele ponto que, a 4 de Outubro do ano passado, chegava a notícia da morte do edil Mahamudo Amurane. Todavia, os seus seguidores querem “ressuscitar” os seus ideais. No debate de ontem, o Partido Liberal para o Desenvolvimento Sustentável mandou um representante (Aly Alberto) para apresentar as linhas orientadoras para as autárquicas de 10 de Outubro. “O Departamento de Mercados e Feiras tem que saber o ‘António’ em que mercado está e há quantos anos está a operar, e tem que emitir um parecer para qualquer tipo de busca de financiamento”, referiu Aly Alberto.

E se de “pequeno se torce o pepino”, a única mulher nesta corrida eleitoral, na cidade de Nampula, é do Partido Humanista de Moçambique, Filomena Mutoropa, que preferiu focar-se na descentralização, olhando especificamente para a educação primária. “O presidente ou o cabeça-de-lista actual da cidade de Nampula poderia conseguir oferecer carteiras, porque essas carteiras não precisa ir buscar em Sofala”, disse.

“No meu manifesto, há um plano de construção de 2 000 casas, ao longo de cinco anos de governação, para a juventude, porque entendemos que é preciso construir habitação de baixo custo para que os jovens tenham acesso e paguem de forma faseada”, precisou Fernando Bismarque, cabeça-de-lista do MDM.

Outrossim, a Associação Moçambicana de Amor à Paz e Solidariedade, através do seu cabeça-de-lista, Castro Niquina, virou-se para a juventude.

“Nós vamos fazer com que os jovens criem associações económicas e o Município seja avalista desses jovens para o acesso a créditos bancários”, disse Niquina.

Mas porque o momento ainda é de pré-campanha, há quem foi honesto ao dizer que ainda não tem o manifesto pronto para apresentar, é o caso do representante do cabeça-de-lista da AMUSE. Por sua vez, o representante do candidato da Renamo falou da continuação da política de inclusão para melhor governação do Município de Nampula.

 

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