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“Semi-colectivos” voltam à estrada em Nampula

Os transportadores semi-colectivos de passageiros na cidade de Nampula voltam a circular e a cobrar a tarifa de 10 Meticais. Enquanto isso, haverá uma equipa mista que vai estudar a proposta do aumento dos 15 Meticais para depois submeter à Assembleia Municipal.

Depois de um dia e meio de paralisação dos transportadores semi-colectivos de passageiros na cidade de Nampula, o secretário de Estado, Mety Gondola, reuniu-se, esta terça-feira, com o presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários e o presidente do Município para encontrar-se solução para o problema.

Ao fim de três horas, decidiu-se pela suspensão da manifestação e criação de uma comissão multissectorial que vai trabalhar na proposta dos transportadores de agravamento da tarifa de 10 para 15 Meticais, devendo auscultar várias sensibilidades e, depois, submeter à Assembleia Municipal que tem a competência para discutir, aprovar ou reprovar. Enquanto isso, os transportadores voltam a operar observando a tarifa de 10 Meticais.

“Estamos satisfeitos. Daqui a pouco, vamos reunir-nos com os transportadores no sentido de retoma das actividades”, garantiu Luís Vasconcelos, representante dos transportadores, logo após o término do encontro.

O edil de Nampula, Paulo Vahanle, era um homem de poucas palavras, numa cidade que já não tem transporte público gerido pelo Município. “Tive que retirar um machimbombo da Assembleia Municipal para servir os munícipes. Tive que tirar o machimbombo [do grupo] de canto e dança para circular na via pública e minimizar a situação, o que quer dizer que mais meios de transporte seria o ideal”.

Para o secretário de Estado, só com o diálogo é que se pode encontrar soluções pontuais ou duradouras para os problemas que apoquentam a sociedade.

“Para este encontro, o objectivo era compreender efectivamente o que estava a acontecer, verificarmos dos demais órgãos e intervenientes, o que é possível fazer para podermos facilitar a aproximação de soluções e rapidamente encontramos uma resposta à necessidade de colocar a nível da cidade a circulação de transporte, assegurar que haja circulação de transporte e bens enquanto encontramos respostas pontuais ou soluções de médio e longo prazo”.

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