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Sem Guaidó, Chavistas elegem novo líder da Assembleia Nacional da Venezuela

Foi eleito, este domingo, o novo líder da Assembleia Nacional da Venezuela. Luis Parra, novo presidente, foi eleito na ausência do anterior líder, Juan Guaidó.  

A Polícia Nacional Bolivariana da Venezuela impediu o líder da oposição e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, de entrar na sessão parlamentar onde seria reeleito para o cargo.

Luis Parra, antigo elemento do partido Primeiro Justiça, tomou posse e fez o juramento num ambiente de tensão vindo da parte dos deputados da oposição, mas com o apoio da bancada Chavista.

Guaidó tentou garantir que todos os deputados da oposição do governo do Presidente eleito, Nicolás Maduro pudessem entrar na sessão, mas muitos ficaram bloqueados à porta do edifício do parlamento.

Os apoiantes de Juan Guaidó, que esperava ser reeleito no cargo, classificaram esta eleição como “um golpe parlamentar”, denunciando a ilegalidade do acto.

Para Guaidó este incidente revela a ditadura que se vive no país e insistiu numa outra sessão para ser reeleito como presidente da Assembleia Nacional do país.

Juan Guaidó autoproclamou-se Presidente interino da Venezuela, em janeiro de 2019. Foi reconhecido por, aproximadamente, 60 países, incluindo Portugal.

 

Quem é Luis Parra?

Até este domingo era pouco conhecido. Segundo informação da BBC, Luis Parra é um deputado polémico eleito presidente do congresso da Venezuela no lugar de Guaidó. Acusado de corrupção e expulso do seu partido, o deputado foi nomeado presidente da Câmara com apoio de Chavistas . Parra, 41 anos foi nomeado presidente da Assembleia Nacional da Venezuela em uma eleição marcada por empurrões, discussões e denúncias de golpe.

Parra nasceu na cidade da independência, no estado de Yaracuy, no noroeste do país. É formado em administração de empresas pelo Instituto Estadual de Tecnologia no Estado. Foi eleito deputado em Dezembro de 2015 pela mesa da Unidade Democrática, uma coalizão de políticos opositores ao governo Chavista de Maduro.

Antes, foi militante do movimento estudantil e responsável pela coordenação regional em Yaracuy do seu partido, primeiro justiça, que também era da oposição ao actual governo da Venezuela.

 

 

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