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Sector privado defende maior diálogo para melhor competividade das empresas

O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Agostinho Vuma, considera que esta é a altura para se intensificar o diálogo público-privado a todos os níveis para se acelerar as medidas para a melhoria do ambiente de negócios. O presidente da CTA falava, esta quarta-feira, no Fórum Regional do Sector Privado da zona Norte.

Vuma considera que as empresas devem tornar-se mais competitivas para poderem tirar maiores vantagens dos recursos existentes na região e dos mega-projectos

O Presidente da CTA disse ainda que com o trabalho em conjunto será possível superar-se os problemas existentes nos sectores da agricultura, transportes, construção e turismo existentes na região.

Júlio Parruque, governador de Cabo Delgado,  durante a sua intervenção, fez menção que a província teve um crescimento de 12% e do início dos reassentamentos em Palma como exemplo de crescimento da província, mas chamou a atenção dos participantes para a necessidade de proteger os interesses dos produtores locais. Parruque defende que com a existência de um quadro legal adequado haverá maior facilidade para o investimento nacional e estrangeiro.

Por sua vez, a directora da USAID, Jennifer Adams, felicitou aos governos de Cabo Delgado,  Niassa e Nampula por participarem no processo de Diálogo Público-Privado regional.

Reconheceu que em Moçambique o ambiente não é favorável para se fazer negócio, devido ao excesso de burocracias e escassez de financiamento.  Entretanto, apontou algumas reformas em curso que podem ajudar a melhorar a situação, como a Proposta de Lei de Participação Pública no Processo Legislatvo, a revisão do Código Comercial, entre outros aspectos ligados à gestão da terra. Advertiu que as contribuições do sector privado são muito necessárias neste processo.

Ainda no forum, foram anunciados os resultados finais da Primeira Janela do Fundo de Apoio Associativo, lançado em Julho do ano passado em Pemba. Nesta fase, foram contemplados oito membros da CTA, seleccionados na base de critérios técnicos, por um Comité de Gestão autónomo e representativo que deliberou pela premiação dos trabalhos apresentados pelas organizações empresariais de todo o País.

Cada associação seleccionada deverá receber 20 mil dólares americanos e, para o caso de Conselhos Empresariais Provinciais, são 30 mil dólares. Os projectos seleccionados devem ser desenvolvidos num período de 12 meses. Os beneficiários foram o Conselho Empresarial de Niassa, o Conselho Empresarial de Cabo Delgado e a Associaçao dos Industriais de Cajú.

Os resultados das discussões deste fórum serão sistematizados e apresentados na Conferência Anual do Sector privado marcada para Março. O fórum regional tem a duração de um dia e realiza-se em Pemba, Cabo Delgado e reúne cerca de 200 pessoas.

 

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