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Se depender só da lenha, o preço do pão não subirá tão já

Os panificadores passarão a ter acesso à lenha mesmo no período de veda do abate de árvores nas florestas para a sua extracção e tal será possível à luz do memorando de entendimento assinado, hoje, entre o Ministério da Terra e Ambiente e a Associação Moçambicana de Panificadores.

O Ministério da Terra e Ambiente e a Associação Moçambicana dos Panificadores assinaram um memorando que vai permitir que as panificadoras tenham acesso à lenha para produzir pão, mesmo no período em que está interdito o abate de árvores nas florestas nacionais.

“O memorando de entendimento, que hoje assinamos, irá permitir o estabelecimento de sinergias no controlo da exploração da lenha, restauração de áreas degradadas, estabelecimento de plantações específicas para a produção da lenha, contribuindo para o garante da disponibilização regular de lenha para os panificadores e consequente estabilização do preço do pão”, elucidou Emília Fumo, secretária permanente no Ministério da Terra e Ambiente.

O acordo entre o Ministério da Terra e Ambiente e a Associação Moçambicana dos Panificadores vai contribuir, igualmente, para a minimização dos custos de produção do pão.

“Muitas das vezes, nós ficamos com custos elevadíssimos e aqueles que conseguem tirar a lenha vêm com valores muito altos e, às vezes, influencia na estrutura do custo e, naturalmente, encarece o preço do pão. Este memorando vai ajudar a evitar que essas situações ocorram”, reconheceu Victor Miguel, presidente da Associação Moçambicana dos Panificadores.

E são situações que estavam para ocorrer. É que em Março deste ano, a Associação Moçambicana dos Panificadores ponderava aumentar o preço do pão, mas tal não mais vai acontecer.

“Não é só a lenha, porque, para a produção do pão, há vários outros custos. A matéria-prima principal é a farinha de trigo. Então, isso é que tem abanado, muitas vezes, a nossa estrutura de custos. Houve, sim, a intenção de subir o preço, até que o Governo interveio e permitiu que houvesse um recuo naquilo que era o preço, inicialmente, fixado pelas moageiras e nós também recuamos no preço que estava a ser fixado em função daquilo que eram os custos”, explicou Victor Miguel, presidente da Associação Moçambicana dos Panificadores.

O presidente alerta, porém, que se o preço das moageiras subir, o do pão seguirá o mesmo caminho, mas “não é o nosso desejo”. “Agora está tudo estabilizado e para nós é melhor que assim continue, porque já está difícil vender o pão com o preço actual, imagine se tivermos que reajustar. Então, ficaria mais difícil”, acrescentou Victor Miguel.

Segundo o presidente da agremiação dos panificadores, a tarifa de água e energia também registou uma ligeira subida, o que encarece ainda mais a produção do pão, mas nem por isso as padarias ponderam aumentar o preço.

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