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“Se ataca um, ataca a todos”, diz representante Especial das Forças da SADC

Mpho Molomo proferiu essas palavras, hoje, em Maputo, durante uma audiência, concedida pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, cujo tema foi o combate ao terrorismo em Cabo Delgado. Molomo avançou que a chefia do comando da força da SADC já esteve em Cabo Delgado e interagiu com as tropas no terreno.

Falando no encontro com a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Verónica Macamo, o Representante Especial das Forças de Estado de Alerta da SADC, deixou a esperança de que o bloco regional está engajado em apoiar Moçambique. Mpho Molomo considerou que a tropa regional vem com o objectivo estancar a acção terrorista, um mal que coloca em causa a estabilidade de todos os países membros e de África no geral.

“Estamos aqui, a convite do Governo moçambicano, com o mandato de prestar solidariedade da SADC, bem como para operacionalizar o pacto de defesa mútua que estabelece que ‘se ataca um, ataca a todos’”, introduziu o representante para em seguida acrescentar que “é neste contexto que estamos aqui para acompanhar e assistir ao Governo moçambicano nas acções de combate contra a insurgência e violência extrema na província de Cabo Delgado”.

Embora não tenha dado detalhes sobre a missão, Molomo afirmou que já iniciaram as análises das operações a serem realizadas no teatro operativo.

“Na segunda-feira, realizamos o terceiro ciclo de encontros dos ministros da defesa e do comando das FDS, e hoje, estamos aqui para dar a conhecer o trabalho feito, com os ministros de relações exteriores, porque estes constituem os pontos de ligação entre os nossos governos”, justificou para depois acrescentar mais detalhes sobre acções concretas no terreno.

“O chefe e vice-chefe do comando da Força em Estado de Alerta já se deslocaram à Pemba, onde se encontram as forças. Em Maputo, estamos com chefe do mecanismo de coordenação regional (RCM), que está a implementar todas as acções e processos logísticos para facilitar as operações a serem levadas a cabo pela missão”, detalhou.

Por seu turno, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, disse que a vinda das tropas da SADC transmite esperança de eliminar o terrorismo no país, que no seu entender, é um problema de emergência jamais vivido em Moçambique.

”O Governo de Moçambique vai colaborar, em tudo que for necessário, para o sucesso da missão que não só vai beneficiar Moçambique, mas também, a nossa região. Temos que conjugar esforços porque não queremos terrorismo nosso continente, muito menos na nossa região”, disse Verónica Macamo, ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

A vinda de Molomo, do Botswana, para dirigir, em Maputo, o escritório da missão desta organização regional, ocorre na sequência da entrega de instrumentos legais que a autorizam a operar em Moçambique.

De acordo com um comunicado de imprensa emitido sábado, dia 17 de Julho, em Gaberone, capital do Botswana, a Secretária Executiva da SADC, Stergomena Lawrence Tax, “apresentou instrumentos de autoridade para a implantação da Missão da Força em Estado de Alerta da SADC para a República de Moçambique, marcando assim um passo importante no esforço regional de combate ao terrorismo e ao extremismo violento na zona norte de Cabo Delgado”.

 

“A Drª. Tax apresentou”, sublinha o comunicado, “os instrumentos de autoridade, tal como foi decidido pela Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC ao comandante da Missão da SADC em Moçambique”, o sul-africano Major General X. Mankai

Este anúncio foi feito três semanas depois da decisão do envio da missão da SADC a Moçambique ter sido tomada pela Cimeira Extraordinária da SADC, realizada em Maputo, no passado dia 23 de Junho.

A missão militar da SADC vai inicialmente durar três meses, tendo um orçamento de 12 milhões de dólares para acções de infantaria, força aérea e marinha.

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