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Saudade da igreja bate, mas cristãos mantêm a fé

Os corações de cristãos que nunca falharam as missas de Sexta-feira Santa estão cheios de saudades dos anos em que o mundo não era assolado pela COVID-19. Os louvores e pregações fazem falta.

A Sexta-feira santa é o dia em que os cristãos de todo o mundo se juntam e fazem vénia àquele que, mesmo na cruz, onde foi molestado, pediu a Deus que perdoasse aos que o estavam a fustigar. Isso porque ele sabia que aquele calvário era um preço a pagar para que a humanidade fosse salva.

É isso que os cristãos exaltam como sendo sinónimo de um amor-perfeito e incomparável. Por isso mesmo, em dias como hoje, há alguns anos, eram feitos cultos e missas para recordar a morte de Cristo. Este ano não tinha como ser assim, pois temos de travar a propagação da COVID-19.

Está-se assim há um ano, apesar de, no meio do ano passado, terem sido abertas as igrejas por um tempo. Agora, os cristãos sentem falta dos cultos e da convivência entre irmãos.

Joana Paulina, uma cristã da igreja Assembleia de Deus, relembra as canções de louvor que eram entoadas na celebração da sexta-feira santa. Ela entende que a saudade passa, mas teme que os cristãos estejam a passar os piores momentos da sua existência. “Estamos desamparados, estamos cada vez mais distantes da palavra de Deus e entregues à carne”.

Prova disso é que numa sexta-feira santa como esta, Joana estava na Baixa da cidade a fazer compra, quando o normal era que estivesse na igreja ou, pelo menos, a se preparar para lá ir.

Quem também sente falta dos cultos é Pedro Sitoe, um cidadão da igreja Nazaré. No caso dele, é só saudade, preocupação não passa perto, até porque Jesus Cristo, aquele que morreu na cruz, já tinha feito um aviso. “Ele disse, antes de partir, que na vida teríamos aflições, mas devíamos nos regozijar porque ele tinha vencido a morte”.

A ressurreição é o que se celebra no Domingo de páscoa, um dia que também deverá passar sem a realização dos cultos. Ainda assim, Pedro não pára de louvar, aliás para ele, Deus é o caminho para que se vença a COVID-19.

O cristão da igreja Nazaré lembra das acções de amor de Cristo sentado numa sombra e conversando com seus amigos, já que não pode nem ir trabalhar devido à tolerância de ponto decretada para todo o dia.

Ademais, a tolerância de ponto fez com que a azáfama da Baixa da cidade de Maputo fosse agitada com a presença de pessoas que lá estiveram para fazer compras e, obviamente, dos vendedores que lá estiveram para vender.

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