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“Santuário” de Maputo já não dá tremedeiras!

Duas das turmas do Sul, embaladas na luta para chegar à liderança, foram derrotadas em casa, por equipas que lutam pela não despromoção. O Macuácua, cometeu a proeza de fazer a sua estreia como turma ganhadora, no mítico Estádio da Machava, de forma a não deixar dúvidas que entrou sem tremedeiras, com respeito, mas nunca com medo. Quem diria? Numa jornada em que se prognosticava um alargamento dos pontos entre os de cima e os da cauda, só o líder, ainda por cima na situação de visitante ao difícil campo da Soalpo, logrou arrecadar a totalidade dos pontos. Grão a grão, Chiquinho Conde, que já realizou fora de casa as mais duras batalhas, vai dando indicações de que não quer ser vitimado este ano pelas surpresas de última hora que aconteceram ao seu antecessor.

Portela continua a “protelar”?

Em Quelimane, a festa foi rija, por dois motivos: a vitória, é evidente, mas também a circunstância de o único golo ter acontecido já no período de compensações. A vítima foi o Maxaquene que, jornada à jornada, vai demonstrando que o “desinvestimento” repentino dá nestas coisas. Já há pouco respeito pelo grande e tradicional clube, fazendo-se assim jus à designação maxaca, que quer dizer amigo, ou irmão. O 1.o de Maio está a recompor-se de um período menos bom e, em casa, exige respeito.
Tudo poderia acontecer no Ferroviário de Nampula-Desportivo de Nacala. A rivalidade existe, independentemente do lugar que cada uma das equipas ocupe na tabela. Desta vez, os visitantes conseguiram impor-se, o que abona a favor do astuto técnico Antero Cambaco, diante de um Salvado, cuja equipa tarda em afirmar-se.

Grande expectativa girava em redor do embate entre os “canarinhos” e os guerrilheiros do Chibuto, esta turma a distanciar-se dos pergaminhos já conquistados e dos investimentos anunciados e concretizados. Há muito descontentamento relativamente ao trabalho do técnico português Portela que vai “protelando” o surgimento dos guerrilheiros ao nível a que nos habituaram. No embate entre equipas treinadas por portugueses, Nelson Santos levou à melhor, dando indicações de que, com mais ou menos sofrimento, não vai atrasar-se na corrida rumo ao título.

A ENH de João Chissano, continua irreconhecível, acabando por ceder mais três pontos em Nacala. Será só o factor deslocações longas que justificam tão fraca pontuação a uma equipa que prometia fazer história? Por realizar, o jogo Ferroviário da Beira-Chingale, devido aos compromissos internacionais do campeão nacional.

Mais ingredientes festivos: precisam-se

Quando faltam duas rondas da 1.a volta do Moçambola ZAP, sente-se que há ingredientes “vitais” no futebol, que continuam ausentes. Desde logo, os golos, motivo-mór da festa. Nesta jornada marcaram-se 14, número que nos grandes campeonatos por vezes é obtido em dois ou três jogos. E como se isso não bastasse, usa-se e abusa-se das lateralizações, verifica-se falta de frieza para as opções no momento decisivo, o que diminui as hipóteses de conversão.

Para a ronda que se segue, o duelo dos últimos, Chingale-Macuácua e ENH-1.o de Maio, vão animar. E como vai ser o Maxaquene-Liga? Nesta altura, o que está ficando clara é a distância entre os três blocos: candidatos ao título, meio da tabela e os que continuarão, até ao fim, a lutar pela manutenção.

Uma palavra para a arbitragem que continua a pautar pela discrição. Na partida da Machava, uma juíza, jovem, “ajuizou” com autoridade uma partida, à partida complicada.

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