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Sanitários públicos inoperacionais no terminal de Xipamanine preocupam utentes

Foto: O País

O terminal rodoviário de Xipamanine, aberto há cerca de dois meses, na cidade de Maputo, está a funcionar sem os dois sanitários, cujas obras não terminam. A situação preocupa os utentes e o Município aponta questões administrativas da parte do empreiteiro como a causa do problema.

No novo terminal rodoviário de Xipamanine, as obras de construção de dois sanitários pararam faz algum tempo e não se conhecem as razões. Efraime Manhique, que coordena as actividades de requalificação do mercado anexo de Xipamanine, diz ser de tamanha tristeza ao que se assiste naquele espaço. “É um pouco triste ao que nós estamos a assistir, porque aqui, como não há sanitários, quer o passageiro, quer qualquer um que está aqui, recorre ao muro e faz suas necessidades”.

À entrada do novo terminal, existe um sanitário público, mas, segundo os utentes, está distante de ser útil às pessoas que usam o parque, porque a sua localização está distante e quem sustenta essa posição é Cossa que conduz um minibus de transporte semi-colectivo de passageiros. “Estes nossos dirigentes, primeiro, deveriam condicionar o local, inclusive estes sanitários, agora está a ver daqui nós, os motoristas, cobradores, incluindo passageiros, temos de nos deslocar por 50 metros para ter acesso à casa de banho, o que se torna difícil.”

Danúbio Lado, vereador de Desenvolvimento Económico Local no Município de Maputo, fala de questões administrativas com o empreiteiro e promete solucionar o problema. “Começou a um bom ritmo, mas, nos últimos tempos, temos notado uma certa desaceleração na construção e o empreiteiro alegou motivos financeiros e de mobilização. Então, continuamos nessa conversa para que, rapidamente, os trabalhos retomem.”

Enquanto não retomam as obras para a conclusão dos sanitários, as necessidades biológicas das pessoas, que frequentam aquele espaço, são feitas e satisfeitas nos becos e paredes, o que atenta contra a saúde pública e também há o registo da poluição ambiental devido ao cheiro nauseabundo que se exala naquele espaço.

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