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Sambo: “É imperioso que o Moçambola arranque em Janeiro”

O instrutor de futsal da Confederação Africana de Futebol (CAF), Inácio Sambo, diz que o arranque do Moçambola a 16 de Janeiro poderá ser determinante para o desfecho – positivo- da campanha dos Mambas na fase de qualificação ao CAN. O ex-seleccionador nacional de futsal sonha alto: diz que os Mambinhas sub-20 devem lutar pela qualificação ao Mundial da categoria.

Ano de esperanças renovadas e enormes expectativas para o futebol moçambicano, qual Fénix, renascer das cinzas. Ano que se espera de ouro, ano que se espera de viragem e pontapé na crise de resultados.

Duas grandes frentes em Março para os Mambas, que jogam tudo ou nada na luta por uma vaga no Campeonato Africano das Nações dos Camarões, em 2021.

A 23 de Março, os Mambas deslocam-se ao Ruanda onde piscam o olho a uma vitória, tal como acontecera na estreia no grupo “F” de apuramento ao CAN, quando derrotaram os ruandeses por 2-0 no Estádio Nacional do Zimpeto.

Sete dias depois, ou seja, a 30 de Setembro, o conjunto de Luís Gonçalves fecha esta campanha recebendo Cabo Verde, adversário com o qual empatou a duas bolas na segunda jornada.

Porque o sucesso é resultado de trabalho, há que primeiro organizar a casa e garantir que o Moçambola arranque precisamente a 16 de Janeiro para que os atletas internos tenham ritmo competitivo e jogos nas pernas quebrarem o jejum de onze anos sem marcar presença no CAN.  A última presença foi precisamente em 2010, em Angola. Já lá vai muito tempo. “

“As perspectivas são muito boas porque, se o Moçambola arrancar, teremos um bom sinal para o futebol moçambicano. Já temos data e o local para o arranque do campeonato que é dia 16, em Vilankulo. Se de facto arrancar em Janeiro, até o próximo mês de Março nós já teremos rodagem. O arranque do Moçambola abriria noas perspectivas para a selecção “A” atacar, de facto, o CAN. Nós dependemos destes dois jogos. Temos que pensar exactamente nestes dois jogos. E, se ganharmos estes dois jogos, estamos apurados. É nisto que a selecção nacional deve estar concentrada”, frisou Inácio Sambo.

Donos e senhores da maior conquista desportiva de Moçambique em 2020, o Torneio da Cosafa, os Mambinhas sub-20 apontam agora para o brilharete no Campeonato Africano da Nações da categoria, agendado para Fevereiro, na Mauritânia.

O céu é o limite. Há que sonhar, sonhar e sonhar com outros patamares. “É preciso pensar que este ouro da Cosafa é o início do percurso. Não podemos pensar, em nenhum momento, que já conseguimos tudo. É preciso que a gente se qualifique, em primeiro lugar, para o Mundial. Depois da qualificação para o Mundial, podemos começar a pensar em ganhar o CAN. Mas parece que os miúdos estão a inverter a situação. Queremos ganhar o CAN. Não é assim. Queremos ganhar o CAN, sim. Temos que sonhar alto, sim”, notou.

Elaborou, depois, dando como exemplo o percurso imaculado e inspirador dos Mambinhas no Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth. “Sabemos que chegando às meias-finais, estamos praticamente no Mundial. Depois disso, atacamos o Mundial. Foi o que aconteceu agora na Cosafa. Nós alcançámos a fase final do CAN e, depois, atacámos a Cosafa. Portanto, no meu entender, é desta forma que devemos pensar. O percurso começou agora”.

“Déjà vu”. Diz, após respirar fundo, Inácio Sambo, que a qualificação inédita de Angola para o Mundial de 2006, na Alemanha, é resultado da presença cinco anos antes, ou seja, em 2001, na “Copa do Mundo” de sub-21, na Argentina.

“Uganda, quando foi ao Mundial sub-20, entrou em dois mundiais seguidos. Angola teve um percurso interessante, até porque depois de ter disputado o Mundial sub-20, com a geração de Mantoras, qualificou-se para o Campeonato do Mundo da Alemanha. Eu acredito também que, se estes miúdos se qualificarem para o Mundial e fazermos um melhor acompanhamento e investirmos, podemos sonhar com uma presença no Mundial. Vamos obedecer e respeitar as etapas”, argumentou o desportista.

Mais do que se olhar para a proveniência dos atletas selecionados, é preciso que se tenha em conta a qualidade dos mesmos. Este factor, arrolado recentemente e com “ons” de críticas, pode ser determinante para o sucesso das selecções nacionais de várias categorias.

A união faz a força. Juntos somos mais fortes. “Deixemos de pensar que, ao chamarmos dez ou nove jogadores de um clube, estamos a desvirtuar a seleção. Nada disso. Deixemo-nos de divisões e clubismo. O seleccionador escolhe atletas nacionais, portanto, com competência e que se enquadram na sua filosofia e estratégia”, observou Sambo. E retorquiu: “Se o seleccionador deixasse os 16 jogadores do Black Bulls, talvez não estivéssemos no CAN. Deixem o treinador pensar. Não podemos meter bichinhos na cabeça dos miúdos. Dário Monteiro não é treinador dos Black Bulls. Vou dar um exemplo, ao nível internacional: A União Soviética, em tempos, tinha como base da selecção a equipa do Dínamo de Kiev. Estou a falar de 12 jogadores que eram convocados para a selecção e haviam resultados”, frisou.

Os Mambinhas estão no pote 2 do sorteio do Campeonato Africano das Nações, podendo cruzar com adversários como Camarões e Tunísia.

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