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Salim Valá reflecte sobre economia globalizada em livro

O académico Salim Valá defende que Moçambique precisa de aproveitar a economia globalizada para garantir o seu desenvolvimento. Esta e outras ideias são defendidas na sétima obra do autor, lançada hoje em Maputo.

Pela sétima vez, Salim Valá decidiu juntar as suas ideias numa obra literária. Desta vez, fez reflexões, embora inconclusivas, sobre o desenvolvimento económico, tendo como um dos pilares a globalização.

O livro intitula-se “Economia Globalizada e Paradoxos de Desenvolvimento: reflexões inconclusivas”. A obra, lançada diante de diferentes personalidades, inspirou a várias outras reflexões de António Francisco, que apresentou o livro na perspectiva académica.

Aliás, Francisco usou a ocasião para fazer muitas críticas ao processo evolutivo de Moçambique, passando pelos erros cometidos pelos diferentes elencos governamentais que o país já teve.

“No início do presente século, Moçambique parecia ter quase tudo para dar certo. Volvidas apenas duas décadas, Moçambique tem quase tudo para dar errado. Sim, não tudo. E se não é tudo, o que pode evitar que dê errado? Parte do que considero que pode evitar que dê errado e evitar que fique pior do que já está se encontra nesta obra”, afirmou o académico, entre várias críticas, tendo chegado a manifestar vontade de que Moçambique revista a situação até à celebração do meio século de independência, em 2025.

Mas antes mesmo de poder folhear e compreender integralmente as ideias contidas na sua sétima obra, Salim Valá adianta que olhar para o mundo de forma globalizada é um bom ponto de partida para um desenvolvimento acelerado.

Ainda assim, o economista com passagens pelos ministérios da Agricultura e Desenvolvimento Rural, de Plano e Finanças, Administração Estatal entre outros, estando agora a presidir a Bolsa de Valore de Moçambique, alertou que “não é um processo fácil, nem para Moçambique nem para outros países”.

“É necessária uma transformação estrutural, modernizar a agricultura, mas é também necessário explorar os ventos da globalização para poder tirar proveito, tal como fizeram outros países como Coreia do Sul, Singapura, Tailândia, Maurícias, Cabo Verde, Botswana, Malásia, Polónia, República Checa e Turquia que estão, hoje, a deslanchar processos virtuosos de desenvolvimento, porque estão a olhar para dentro e também para fora”, explicou, em poucas palavras, a sua defesa em torno da qual foi elaborado o livro.

E porque na dianteira dessa transformação deverá estar o empresariado, que, aliás, fez questão de marcar presença na cerimónia de lançamento, o empresário Bruno Morgado foi escolhido para introduzir a obra aos seus colegas. O convite deste foi feito tendo como base o facto de que na obra há várias ideias sobre “a industrialização agrícola em Moçambique e a necessidade imperiosa de infra-estruturas que assegurem essa mesma transformação”.

A obra que toma Moçambique como referência, sem que se cinge apenas ao país para fazer as reflexões que nela estão patentes, segundo o autor, é um orgulho para ele que lançou um livro num dia em que completava 52 anos de idade.

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