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Saída da Engen condiciona Campeonato da Cidade

O Campeonato da Cidade de Maputo de basquetebol poderá perder o nível competitivo que atingiu nos últimos quatro anos, com a saída do principal patrocinador que rescindiu contrato com a Associação da modalidade na capital. A ABCM corre contra o tempo para viabilizar uma prova sem sobressaltos.

Contas apertadas, incertezas quanto ao futuro! É uma verdadeira corrida contra o relógio para se encontrarem parceiros e um modelo alternativo que dignifique uma prova que, nos últimos quatro anos, atingiu grande dimensão ao nível nacional.

Mais: transformou-se numa competição atractiva e apetecível pelo nível de premiação colectiva e individual, sendo que o valor global se situava em um milhão e meio de meticais.

Em 2018, só para se ter uma ideia do bolo reservado aos melhores, o vencedor teve direito a um prémio monetário de 500 mil meticais, enquanto o segundo classificado encaixou 300 mil. Já o terceiro lugar recebeu o valor monetário de 200 mil meticais.

Os prémios contemplaram ainda os destaques individuais: o jogador mais valioso (MVP) recebeu 50 mil meticais, enquanto ao melhor ressaltador, marcador e melhor triplista do certame coube o prémio de 25 mil meticais cada.

Estes valores já não existem. “Nós tínhamos um apoio da Engen… este já não existe. A Engen rescindiu o contrato com a Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo. Estamos a tentar arranjar outros parceiros no sentido de levarmos a bom porto esta competição. Estamos a trabalhar para conseguir um montante que possa cobrir a totalidade da prova”, explicou Hélder Amiel, secretário-geral da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM).

O novo normal, ou melhor, a nova realidade obriga a ajustes no calendário. Obriga a uma competição mais curta do que a habitual. Antes, a prova comportava três voltas, seguindo-se depois a fase a eliminar. “Do encontro que tivemos com os clubes da Cidade de Maputo, decidimos fazer o campeonato em duas voltas e no sistema cruzado. E é preciso fazer isso, porque temos que entregar os nossos representantes para a Liga Moçambicana de Basquetebol até finais de Setembro”, clarificou a fonte.

Com a saída do principal patrocinador, há que assegurar valores para o pagamento de subsídios aos árbitros, um cenário que, no passado, chegou mesmo a atingir níveis de alarme com a paralisação de provas.

“Já falamos com os nossos filiados que temos para que comparticipem na prova. Pedimos a todos os clubes intervenientes que comparticipem com um valor para salvaguardar o pagamento dos árbitros”, notou.

O campeonato da cidade de Maputo dimensionou os clubes, deu mais jogos aos atletas e, a final de 2019 em masculinos entre a A Politécnica e Maxaquene, atingiu níveis de assistência que não se via há muito tempo numa prova da capital. Qual ovo de Colombo, o pavilhão do Maxaquene esteve composto. Fez-se historia.

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