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SADC alerta que terroristas se movimentam para rio Messalo, em Niassa

FOTO: Opaís

Os terroristas estão a dispersar-se para o sul do rio Messalo, entre as províncias de Cabo Delgado e Niassa, disse, hoje, o representante da Missão SADC em Moçambique. Mpho Molumo afirmou ainda que a prorrogação da missão em Cabo Delgado acarreta custos, razão pela qual a missão pede apoio à comunidade internacional.

De um lado, anunciam-se vitórias, mas, do outro, apresentam-se preocupações no combate ao terrorismo, em Cabo Delgado. Novos focos de terrorismo podem surgir com a fuga dos terroristas no norte do país. Mpho Molumo disse, durante uma conferência de imprensa, que a região “reconheceu que os terroristas foram enfraquecidos, mas também notou que não totalmente eliminados.”

E o destino dos homens ainda sem rosto é o sul do rio Messalo, em Niassa.

“Sim, é verdade que os terroristas movimentaram para o sul do rio Messalo. A Força Militar da SADC (SAMIMI) está no terreno, continua com as suas operações e é devido a esta movimentação que a região decidiu prorrogar a permanência da missão”.

Esta quinta-feira, a Missão da SADC em Moçambique pediu apoio à Comunidade Internacional, para restauração total da estabilidade no norte de Moçambique. Neste âmbito, o representante da Missão reconheceu que, “sim, a missão tem custos para todos os Estados-membros e a SADC está a implementar todas as medidas possíveis para garantir a segurança das próprias tropas no terreno. É neste contexto em que a SADC gostaria de apelar a toda comunidade internacional, aos nossos parceiros de cooperação internacional para nos apoiarem de todas as formas possíveis, por entendermos que uma paz duradoira em Moçambique não pode ser garantida apenas por acções militares. Há muito a fazer-se pela estabilidade do povo de Moçambique”, destacou.

Sobre as relações entre as tropas da SADC e as do Ruanda, todas no Teatro Operacional Norte, Mpho Molumo fala de colaboração, apesar de existirem comandos diferentes.

“Relativamente ao desdobramento das forças do Ruanda foi um arranjo bilateral entre dois Estados soberanos e o nosso é multilateral. Os nossos generais criaram mecanismos para coordenação de modo a evitar acidentes. Até agora, tudo está a correr bem.”

Até ao momento, fala-se, no geral, de abate de 20 terroristas, incluindo dois influentes líderes dos grupos.

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