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“Rússia ainda não tomou decisão final sobre invasão à Ucrânia”

O Departamento de Defesa norte-americano revelou, esta segunda-feira, que a Rússia ainda não tomou uma decisão final sobre uma eventual invasão da Ucrânia.

Em conferência de imprensa, na capital norte-americana, o porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono), John Kirby, citado pela imprensa internacional acredita que Vladimir Putin ainda não tomou uma “decisão final” sobre se avança ou não para a invasão da Ucrânia e sublinhou que os Estados Unidos (EUA) continuam a considerar como “totalmente possível” a Rússia avançar sobre a Ucrânia “num prazo muito curto”.

Kirby salientou que, nas últimas 48 horas, as forças russas continuaram a “adicionar meios militares” ao longo da fronteira com a Ucrânia e Bielorrússia, bem como unidades navais no Mar Negro.

Para o responsável, estas movimentações significam que Moscovo continua a preparar-se a procurar ter mais soluções para um eventual conflito na Ucrânia.

Ainda segundo Kirby, o secretário norte-americano da Defesa, Lloyd Austin, estará na terça-feira em Bruxelas, seguindo para Polónia e Lituânia, para contactos sobre a crise russo-ucraniana.

“Nós compartilhamos com os nossos aliados e parceiros, e isso inclui a Ucrânia, a nossa avaliação das informações que recebemos, e certamente reflectimos nessas conversas a nossa profunda preocupação com as capacidades ao dispor do Presidente da Rússia, Vladimir Putin”, acrescentou o porta-voz do pentágono.

Ainda ontem, o porta-voz do Pentágono realçou que os Estados Unidos não veem “nenhum sinal tangível” de desescalada por parte de Moscovo, perante os crescentes receios dos ocidentais de que a Rússia prepara um ataque militar à Ucrânia.

“Não vemos nenhum sinal tangível e real de desescalada (…) Precisamos de uma desescalada para que a diplomacia avance”, sustentou Ned Price.

Washington anunciou, esta segunda-feira, a transferência temporária da sua embaixada na Ucrânia da capital Kiev para Lviv, no oeste do país, por “prudência” perante a “aceleração dramática” da concentração de militares russos na fronteira.

 

 

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