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Ruanda assinala 100 dias de luto nacional pelo genocídio de há 25 anos

A partir deste domingo, Ruanda vai entrar em 100 dias de luto nacional e uma semana de actividades de comemoração do fim do genocídio que matou 800 mil tutsis e alguns hútus moderados.

O massacre levou 100 dias, estimando-se que em cada dia 10 mil pessoas eram chacinadas. Eis alguns factos históricos do maior crime contra uma etnia em África no séc. XX.

Na noite de 6 de Abril de 1994, um avião que levava o então presidente do Ruanda, Juvenal Habyarimana e seu homólogo do Burundi, Cyprien Ntaryamira, ambos hútus, é atingido, matando todas as pessoas a bordo.

Os Hutus extremistas lançam culpa a Frente Patriótica Ruandesa, um grupo rebelde formado por exilados Tutsis.

Durante 100 dias, mais de 800 mil Tutsis e moderados Hutus foram massacrados pelos Hutus extremistas, liderados pelo exército ruandês e milícias.

Eles serviram-se da rádio para propagar discursos de ódio e incitando os vizinhos a matar todos tutsis, incluindo os seus próprios familiares.

As estradas foram bloqueadas, os civis e soldados servindo-se de armas e machados foram de casa em casa matando todos os indivíduos que fossem da etnia Tutsi. Mais de 250 mil mulheres foram violadas, contaminadas com o vírus do HIV Sida e ou engravidadas.

Em Julho de 1994, um dos mais bárbaros genocídios do séc. XX chega ao fim, quando o grupo rebelde da Frente Patriótica do Ruanda, liderado pelo actual presidente Paul Kagame, apoiado pelo exército do Uganda, iniciou uma ofensiva, conquistando mais territórios ao ponto de controlar todo Ruanda.

Passados 25 anos, ainda sob a liderança de Kagame, Ruanda tornou-se num dos países mais estáveis de África, onde o uso de termos étnicos como hútus e tutsis é proibido.

 

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