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Roubo de gado volta a preocupar criadores em Namaacha

Foto: O País

Criadores de gado bovino estão preocupados com o recrudescimento do roubo de animais nos seus currais no distrito da Namaacha, Província de Maputo.

Rabia Gulamudine é criadora de gado há mais de 20 anos. De Novembro do ano passado até à presente data, roubaram, no seu curral, 26 animais e o caso mais recente registou-se a 9 de Fevereiro corrente, onde, de uma só vez, terão roubado 18 cabeças.

Edilson Chimbomane e Alifo Suleimane são os dois pastores responsáveis pela pastagem e guarnição do gado e contam como foi roubado e onde apanharam os animais.

“Aqui roubam gado, roubam muito, até para nós apanharmos o nosso gado sofremos muito. Tivemos que passar noites no mato, perseguimos, desde manhã até à noite e sem comer nada”, disse um dos pastores e o outro acrescentou: “apanhamos tudo isto cheio de sangue, estava aqui um carro que carregou a carne dos nossos animais”.

Dos 18 animais supostamente roubados em Fevereiro, 15 não foram encontrados, dois vitelos foram recuperados e outro sumiu. A dona dos animais está agastada com a situação e exige que a justiça seja feita. “Eu peço que se faça justiça, que me reponham o meu gado. Eu crio este gado há 28 anos, de acordo com os documentos que eu tenho aqui”.

Os dois pastores de gado que trabalhavam na farma, onde foram abatidos os bovinos, estão foragidos e o que ficou, confirmou as incursões dos seus ex-colegas. “Trabalho aqui há duas semanas, sei que eles roubavam e matavam animais”, esclareceu Ricardo Mahote pastor de gado recém-contratado.

O ambiente é tenso em Mafuiane, trocam-se acusações de várias ordens. Tudo piorou quando o chefe da localidade disse não saber do que estava a acontecer na área onde dirige. A Polícia e o SERNIC garantem que fizeram o seu trabalho que foi deter um dos proprietários da farma e lavrar os respectivos autos, mas, instantes depois, o indiciado foi solto pela Procuradoria, situação que deixa Rabia indignada.

“A Lei protege um e outros não? Acho que somos todos cidadãos moçambicanos e temos os mesmos direitos”, exigiu.

Um dos proprietários da farma, onde foram abatidos os animais supostamente roubados, foi contactado pelo telefone pela reportagem do jornal “O País” e disse não saber do assunto, mas confirmou que os seus trabalhadores, contratados para guarnecer e apascentar o gado, se dedicavam a actividades ilícitas e mostrou-se disponível para dar mais esclarecimentos e colaborar com as autoridades policiais.

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