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Retorno às aulas: “Não haverá pressão sobre os transportes públicos”

A vice-ministra dos Transportes diz que o sector não vai sofrer tanta pressão quanto se pensa com o regresso às aulas. Manuela Rebelo considera que o aumento de passageiros em autocarros, alargamento do horário de funcionamento e o recurso às carrinhas escolares vai permitir transportar o maior número possível de estudantes.

É já no dia 27 de Julho que inicia a primeira fase do regresso às aulas em meio a um crescente número de casos da COVID-19 no país.

Voltam, nesta primeira fase, os alunos da 12ª classe e da formação de professores, por isso a vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, descarta qualquer possibilidade de uma pressão sobre o transporte público de passageiros.

“Tendo em conta que as aulas não iniciam para todo o aluno, não teremos problemas. Também temos a certeza que grande parte destes estudantes vive junto as escolas e não são estes alunos que nos pressionam muito, mas estamos a fazer o trabalho, vamos vendo”, avançou a vice-ministra dos Transportes e Comunicações, Manuela Rebelo, referindo que do momento vai se manter a ideia do aumento de passageiros em autocarros de 50 para 70 bem como o alargamento de funcionamento para até 22 horas.

Para uma segunda fase do retorno à escola, Manuela Rebelo diz que o sector vai estudar melhores estratégia para garantir transporte aos alunos sem colocar em causa a sua saúde.

“Normalmente, não podemos dizer que temos uma situação de transporte, no país, estável, mas temos a preocupação de estabilizar o cenário”, reconheceu Manuela Rebelo.

Só para área metropolitana de Grande Maputo, há 96 rotas que poderão transportar os estudantes e que contarão com o apoio das carrinhas escolares.

“Há, também, o transporte escolar que é uma outra vertente que não está a ser gerida por nós, mas que o Estado colocou os municípios a licenciar essa actividade com vista a favorecer o retorno às aulas e não haver problemas do ponto de vista dos transportes”, afirmou António Matos, PCA da Agência Metropolitana de Maputo.

Além de poder apanhar o transporte escolar, o estudante terá prioridade em autocarros para assegurar que não chegue atrasado às aulas.

“Nós estamos a trabalhar nesta versão de os alunos não reunirem condições de pagar o transporte escolar porque entre parar (como estão agora) e fazer alguns descontos para os estudantes que não tenham contrato com aquele meio o que é que tem mais-valia?”, questionou retoricamente, Castigo Nhamane, presidente da FEMATRO, assegurando que a federação está a trabalhar para que o estudante tenha espaço para subir a carrinha escolar “sem que tenha contrato com o proprietário. Claro, não será gratuito, mas vai pagar a tarifa normal”.

Estas informações foram avançadas esta quinta-feira, em Maputo, numa cerimónia de entrega de material de prevenção do novo coronavírus aos autocarros que operam na área metropolitana do Grande Maputo.

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