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Retorno às aulas marca o “novo normal” em Nampula

Algumas instituições do ensino superior e técnico-profissional já retomaram às aulas presenciais na cidade de Nampula. Voltar à sala de aulas tornou-se algo extraordinário para muitos formandos que denotavam cansaço devido aos cinco meses de confinamento.

A primeira cidade a entrar no padrão de contaminação comunitária pelo novo Coronavírus no país agora entra para uma nova fase, de um “novo normal”, com a retoma às aulas presenciais, pelo menos em alguns institutos técnico-profissionais e universidades.

O Instituto Industrial e Comercial de Nampula é de referência nacional em termos de qualidade de formação e até de equipamento para as aulas práticas – título concedido pela entidade que gere o ensino superior e técnico-profissional no país. Depois de quase cinco meses fechado, no dia 26 de Agosto voltou-se às aulas presenciais e a diferença começa no portão.

Na altura, tinham sido montados dois túneis de desinfecção corporal, mas quando houve ordens do Ministério da Saúde para o desativamento dos mesmos a nível nacional, por não se ter provado a sua eficácia, os mesmos ficaram em desuso, só que no lugar de desmontar, os professores daquele instituto decidiram adaptá-los para novas funções. Agora servem como pontos de lavagem das mãos, onde basta a pessoa entrar, de forma automática o sensor de presença humana acciona as torneiras e começa a jorrar água, dispensando o toque com as mãos para abri-las.

Com esse sistema, evita-se o contacto com a torneira, que podia ser um ponto de contaminação do Coronavírus, dado que o usuário toca, para abrir, antes de lavar as mãos.

As salas que antes albergavam dezenas de formandos, agora levam no máximo 16 para se cumprir com o distanciamento social recomendado. Voltar a sentar na carteira passou a ter outro sentido para os formandos.

“Em casa, não havia sempre interação com os formadores. Tínhamos muitas dúvidas e não havia como ter as respostas”, disse Márcia Bacar, formanda do curso de Electricidade Industrial.

As novas regras não são de fácil cumprimento, reconhece Amílcar Eleutério, formando do curso de Gestão e Contabilidade. “Dá para habituar, evitando ao máximo o contacto possível para poder mitigar esta pandemia”.

Todas as salas e oficinas passam pela desinfecção duas vezes por dia. A parte das aulas práticas não sofreu muitas alterações porque mesmo antes da pandemia da COVID-19 concentrava poucos formandos.

“É uma nova realidade, o que implicou que do universo que temos de 1.634 estudantes, neste momento, só trabalhemos com 571. A parte prática, por norma, trabalhamos com 16 estudantes. Então, a nova realidade veio a adequar- se à exigência que temos”, assegurou Manuel Naife, director do Instituto Industrial e Comercial de Nampula.

O Instituto Médio Politécnico de Nampula é das poucas instituições politécnicas privadas que já abriram as portas para as aulas presenciais. Os procedimentos de controlo começam fora do recinto, com a medição da temperatura do corpo e a lavagem das mãos.

“A primeira semana que tivemos aulas, os alunos tiveram aulas de consolidação porque, enquanto estavam em casa, tinham aulas online e, neste momento, os professores estão a fazer consolidação e avaliações”, anotou Eugénia Coelho, directora-adjunta pedagógica do Instituto Médio Politécnico de Nampula.

A Universidade Politécnica arrancou com aulas presenciais a 18 de Agosto, com o terceiro e quarto anos. Agora trabalha com o primeiro e segundo, para fechar o primeiro semestre, e no dia 21 deste mês vai arrancar o segundo semestre.

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