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Resposta à crise humanitária no norte

O governo nipónico vai disponibilizar 3,5 milhões de dólares para aliviar o sofrimento das populações vítimas dos ataques terroristas em Cabo Delgado, que já provocaram uma crise humanitária caracterizada pela deslocação de mais de meio milhão de pessoas.

Segundo dados do INGD, cerca de 650 mil pessoas estão deslocadas das suas zonas de origem em Cabo Delgado devido aos ataques terroristas. Deste número, 340 mil são crianças, facto que aumenta o risco de vulnerabilidade à desnutrição crónica naquela província e a possibilidade de ocorrência de doenças tais como malária e cólera.

Para minimizar este cenário, o governo japonês através da sua embaixada em Moçambique disponibilizou 3,5 milhões de dólares para assistência humanitária nas três províncias do norte do país nomeadamente, Niassa, Cabo Delgado e Nampula.

O embaixador do Japão em Moçambique, Kimura Hajime, disse que este não é o primeiro apoio que o governo do seu país presta às vítimas de terrorismo no norte, lembrando que em Agosto de 2020, acto igual teve lugar em Maputo.

Entretanto, o valor vai ser injectado apara a assistência humanitária directa através de três agências das Nações Unidas, o Programa Mundial para a Alimentação (PMA), o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que referem que do total dos deslocados, cerca de 160 mil são mulheres e crianças em idade reprodutiva, sendo que apenas 25% deste universo é que recebe assistência.

O PMA, através da sua representante em Moçambique, Antonella D’Aprile, disse que já estão em curso programas específicos que a organização elaborou, visando melhorar as condições de vida das populações deslocadas por causa do terrorismo e que vivem em situação de vulnerabilidade extrema. O fornecimento de alimentos e outros produtos de primeira necessidade fazem parte dos esforços do PMA e UNFPA, que segundo a sua representante, Maria Luisa Fornara, tem e vista minorar o sofrimento que os deslocados vivem nos centros de acomodação e locais de reassentamento.

O foco do UNICEF são as crianças que, embora em idade escolar, estão desprovidas do direito á educação e saúde. A saúde sexual e reprodutiva é um dos pontos-chave das acções desta instituição da ONU devido à ocorrência de gravidezes precoces, associadas à doenças como fístula obstétrica e infecções de transmissão sexual.

Em conformidade com o Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD), dos cerca de 650 mil deslocados, 60 mil é que estão já em locais de reassentamento, 50 mil em centros de acomodação. Contudo, a maior parte foi acolhida por familiares e outros, mas em menor número, optaram em arrendar casas. Concluindo, o embaixador do Japão esclareceu que o seu país não vai prestar intervenção militar directa em Moçambique, limitando a sua actividade apenas no apoio logístico.

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