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Renamo reage com satisfação à deserção de membros do “núcleo duro” da Junta Militar

O partido reagia, assim, às recentes saídas de algumas figuras de peso do grupo que tem vindo a causar instabilidade na zona centro do país. Entretanto, a Renamo reconhece que a pandemia está a atrasar o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos seus homens.

Um indicador positivo é como a Renamo considera a onda de abandono de figuras-chave das fileiras da Junta Militar para integrarem ao processo DDR. A liderança do partido reitera que está de braços abertos para receber os seus homens que se juntaram a Mariano Nhongo.

“Essas deserções que estamos a assistir na Junta Militar são resultado dos apelos que temos vindo a fazer, no sentido dos nossos compatriotas abandonarem as armas e abraçarem o DDR. Até porque não há razões de continuarmos a matar uns aos outros”, referiu André Magibire, secretário-geral da Renamo, para depois garantir que os desertores são bem-vindos e que a sua integridade física está assegurada.

“Quando arrancou o DDR a 5 de Julho, em Savane, tivemos um combatente que desertou daquele grupo e foi integrado e desmobilizado tendo avançado para a sua casa e a informação que temos é que ele está a conviver normalmente na sua comunidade. Na base de Mangomonhe entregaram-se 11 antigos integrantes da Junta Militar e foram também desmobilizados sem que tenham passado por sevícias. Entretanto, recomendamos que caso haja algum problema na comunidade, que nos contactem porque temos mecanismos próprios para resolver esses problemas. Aliás, tivemos um problema semelhante em Dombe, onde tivemos que mandar uma equipa de monitoria e verificação e a situação foi prontamente resolvida”, afiançou.

Noutro desenvolvimento, Magibire disse que a pandemia está a afectar o DDR, mas que nos próximos dias mais guerrilheiros irão integrar o processo. “O total a ser desmobilizado perfaz o número de 5.221 guerrilheiros, e pelo que tenho conhecimento, foram desmobilizados 1.949. É um número que consideramos razoável, até porque começamos com o processo de desmobilização no contexto da COVID-19. Os números que havíamos estipulado desmobilizar por dia tivemos que reduzir devido à questão do distanciamento social. Acredito que, nos próximos dias, teremos mais avanços nesse sentido. Há uma equipa de avanço que está a fazer reconhecimento em Manica e em outras províncias”, terminou.

A última deserção de peso na Junta Militar é a de Paulo Nguirande, então chefe de Estado-Maior General do grupo.

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