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Renamo queixa-se de alegadas perseguições dos seus membros em Sofala

Ossufo Momade acusou hoje, em Sofala, as Forças de Defesa e Segurança (FDS) de estarem a perseguir e maltratar os membros  do seu partido, de forma particular os antigos guerrilheiros desmobilizados em 1994 no âmbito do Acordo Geral de Paz, assinado em Roma, dois anos antes, sob pretexto de serem colaboradores de Mariano Nhongo e apelou para mudança de comportamento para que a paz seja efectiva.

“Encontrei um cenário muito negativo no interior dos distritos de Nhamatanda e Búzi. Os membros da Renamo estão a ser perseguidos, detidos e maltratados pelas FDS. O pretexto é que são colaboradores do Mariano Nhongo. As forças em alusão percorrem os interiores dos distritos de Búzi e Nhamatanda, molestando os nossos membros, com particular destaque os desmobilizados depois da guerra dos 16 anos, indicando que suportam a logística de Nhongo, o que não é verdade. Já dissemos e reiteramos que Nhongo não age sob comando da Renamo. Esta atitude dos elementos da FDS compromete uma convivência sã e a reconciliação nacional. Apelamos para que parem imediatamente com as perseguições”, pediu Ossufo Momade.

Ossufo Momade lembrou que a paz não é só o calar das armas. “Quando alguém é discriminado porque pertence a um determinado partido, a paz deixa de existir. Este país é para todos nós. A paz que todos almejamos deve ser vivida em todos os aspectos, protegida e acarinhada por todos.”

Em relação ao líder da Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, o presidente da “perdiz” afirmou que desconhece o seu paradeiro, apesar de ter dito que já não está em Nhamatanda. Ossufo Momade acrescentou que circular livremente neste momento em Sofala é sinal de que Nhongo e seus colaboradores não estão nesta região do país e pediu às Forças de Defesa e Segurança para continuarem a garantir a ordem e segurança públicas.

“Aproveito reiterar o convite para Mariano Nhongo regressar à Renamo e para poder fazer  parte do processo de DDR”

Em relação ao processo de integração dos antigos guerrilheiros nas FDS, Momade explicou que dos 36 elementos da Renamo que deviam integrar as Forças de Protecção de Alta Individualidade, e que estão em Maputo, 10 não o farão, “pois os exames que fizeram não o permitiram. Eles não estão abandonados como alguns pensam. Estão sob responsabilidade do Ministério do Interior e, a qualquer momento, voltarão às suas casas. Neste momento, estamos a seleccionar um outro grupo para substituir os 10 e os exames agora serão feitos localmente para evitar constrangimentos”.

No encontro que manteve com os seus membros da base e liderança dos distritos de Nhamatanda e Búzi, em Sofala, onde esteve nos últimos três dias em visita, Ossufo Momade indicou que o projecto da Renamo é apenas um: “conquistar o poder e vamos lutar para alcançá-lo”.

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