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Renamo mostra-se céptica na condenação de Chang pela justiça moçambicana

Reagindo à extradição de Manuel Chang para Moçambique, a Renamo diz não haver garantias de que a justiça moçambicana vai punir, exemplarmente, o ex ministro das finanças pelos crimes de que é acusado. 

Vinte e quatro horas depois da decisão do ministro da Justiça sul-africano de extraditar o ex-ministro das Finanças, Manuel Chang, para Moçambique, a Renamo já reagiu ao caso. O partido da perdiz mostra-se céptico quanto à condenação de Chang por parte da justiça moçambicana. 

“A decisão choca, profundamente, qualquer moçambicano que sente na pele as consequências das dívidas inconstitucionais e ilegais que consubstanciam no insuportável elevado custo de vida” protestou o porta – voz da Renamo, José Manteigas, acrescentando que a justiça moçambicana não oferece qualquer garantia de que Manuel Chang será responsabilidade, exemplarmente, pelos causados ao Estado.

A Renamo revelou, ainda, que teme pela vida do ex-ministro da Finanças, “considerando histórias do passado que envolveram as elites que nunca mediram meios para eximirem-se das suas responsabilidades decorrente de actos criminosos”, duvidou José Manteigas. 

O maior partido da oposição conclui dizendo que uma vez consumada a decisão do ministro da Justiça da África do Sul, “os moçambicanos aguardam, pela primeira vez, que os órgãos da justiça respeitem, escrupulosamente, a lei de modo que todos os envolvidos nas dívidas inconstitucionais e ilegais sejam responsabilizados civil e criminalmente”, concluiu.     
 

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