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Renamo diz que “é invenção da Frelimo” que Junta Militar tenha novos líderes

Foto: O País

O secretário-geral da Renamo, André Mangibire, duvida da existência de um novo líder da Junta Militar da Renamo, anunciada no último sábado pelo chefe de operações das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Chongo Vidigal, e acredita ser uma “criação do próprio partido no poder, para continuar a falar-se da Junta Militar”.

Falando à STV, Mangibire disse que, com esta informação, que acredita ser falsa, a Frelimo pretende accionar os esquadrões da morte, uma vez que o país se aproxima ao processo eleitoral e com “os problemas que o partido no poder tem, neste momento, esta é mais uma tentativa de desviar a atenção do povo moçambicano para algo que não existe”.

Segundo a fonte, não há novo líder, até porque já não existem homens da Junta Militar nas matas, pois todos aderiram ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).

“Nós desmobilizamos inclusive muitos combatentes se não todos da Junta Militar, sem que tivesse havido algum acordo. Aqueles todos da Junta foram desmobilizados para que tenhamos uma paz sustentável e duradoura”, acrescentou Mangibire.

Conforme anunciou, foram desmobilizados mais de 90 combatentes, que eram o número que a base de dados do grupo apresentava.

Aliás, Mangibire dá garantias de que nenhum desmobilizado da Renamo e da Junta Militar tenha voltado às matas, apesar de ainda não terem recebido as pensões, desde o início do DDR, em Junho de 2020.

“Os nossos combatentes, quero garantir, são disciplinados e não vão juntar-se àquele processo, tanto que eles já estão a constituir as suas vidas nas suas comunidades, nós não acreditamos que eles possam juntar-se a essa Junta Militar, entre aspas, pois, como disse, nós acreditamos que essa é uma criação da Frelimo”, afirmou.

Assim, o número dois da Renamo questiona, caso a informação seja verídica, quem será esse líder e quem serão os membros. Para Mangibire, era de se esperar que as FDS tivessem feito o seu trabalho de casa e trazido todos os detalhes sobre a suposta nova liderança.

“Quando lhe perguntam quem foi essa pessoa, diz que não conhece, se não conhece por que avançou a informação?” questionou, para depois acrescentar que a obrigação do Estado é recolher toda a informação e, quando estiver madura, divulgar.

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