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Renamo diz que a alegada reactivação da Junta é pretexto para deter seus membros

O partido Renamo afirmou, nesta quarta-feira, na cidade da Beira, que o anúncio por parte das Forças de Defesa e Segurança, da reactivação da Junta Militar da Renamo, é um sinónimo de fraqueza dos militares e que, a partir do mesmo, pretendem perseguir os seus membros impedindo a actividade política destes, sob pretexto de serem integrantes da Junta.

“A Renamo entende que é uma grande falta de responsabilidade por parte dos militares moçambicanos, num momento em que se pretende a paz, vir agitar a sociedade com informações sem nexo e inconclusivas, visto que o brigadeiro Chongo Vidigal, que fez tal anúncio, nem sequer sabia dizer quando a Junta estava supostamente reunida, em que base, e quem foi eleito o presidente para substituir Mariano Nhongo”, disse Celeste Canchite, delegada política da Renamo,

A delegada política da Renamo acrescentou que o brigadeiro Chongo falou como um elemento da população. Baseou-se em ouvir dizer. As FDS nem sequer se preocuparam em investigar para trazer informações sólidas.

Celeste Canchite, que falava numa conferência de imprensa, lembrou que o papel das Forças Armadas não é fazer política. “A sua missão é identificar focos de violência e combatê-los. A alegada reactivação da Junta Militar é uma desculpa dos nossos militares para recomeçarem a perseguir os nossos membros, tendo em conta que aproximam-se as eleições autárquicas e gerais. Vão-nos aprisionar, torturar, sequestrar e até assassinar, sob pretexto de sermos colaboradores da Junta Militar, o que contraria o espírito da paz e reconciliação”.

A Renamo entende ainda que o anúncio do ressurgimento da Junta visa mobilizar fundos para satisfazer os caprichos de alguns militares, “pois com a morte de Mariano Nhongo, antigo líder da Junta Militar, e a integração de maior parte dos membros da Junta no processo do DDR, certos círculos militares ficaram sem pretexto de guerra na zona centro e os recursos financeiros e outra logística que recebiam foram cancelados. Eles pretendem reactivar o ciclo de corrupção inventado soldados fantasmas, combustível para viaturas, alimentação para soldados, cuja finalidade é alimentar os seus caprichos”.

Para a Renamo, os guerrilheiros desmobilizados no âmbito do DDR não estão a ingressar na Junta Militar. “Mesmo sem receber os seus subsídios prometidos pelo Governo, eles estão nas suas casas, aguardado pelo dinheiro e desenvolvendo actividades políticas e contribuindo na construção da paz. São soldados disciplinados e não voltarão a pegar em armas. A Renamo é pela paz”, terminou Celeste Canchite.

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