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Renamo acredita que FDS e SERNIC estejam envolvidos na onda de raptos no país

Foto: O País

O partido Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) acredita que haja envolvimento das Forças de Defesa e Segurança (FDS) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na onda de raptos que assolam o país. O delegado político do partido na cidade de Maputo, defendeu o posicionamento, hoje, durante uma conferência de imprensa.

A delegação da Renamo, na cidade de Maputo, realizou uma conferência de imprensa, hoje, em reacção aos casos correntes de raptos na capital do país, com enfoque para os casos da última quinta-feira, em que um médico e um comerciante foram sequestrados. Na ocasião, os membros da RENAMO condenaram a forma de actuação das autoridades competentes e exigiram respostas sobre os assassinatos no país.

Os dois raptos ocorreram há, praticamente, uma semana depois da tomada de posse do novo director-geral do SERNIC, Nelson Rego.

“A Polícia só é forte para recolher os bens dos vendedores informais”, afirmou Arlindo Bila, delegado político da RENAMO na cidade de Maputo.

Para o maior partido da oposição em Moçambique, este é o momento de começar a pensar no tipo de Governo que a nação merece. Todos os moçambicanos devem estar atentos aos dirigentes, pois se aproximam as eleições autárquicas (2023) e gerais (2024).

O delegado do partido foi mais longe, afirmando que “não se pode aceitar que uma cidade do nosso país, em particular a cidade de Maputo, de forma recorrente os gangsters do Governo continuem a aterrorizar e criar intranquilidade à população, levando-nos a acreditar que, sem sombras de dúvidas, há envolvimento organizado das Forças de Defesa e Segurança e do Serviço Nacional de Investigação Criminal nestes actos macabros”.

 

RENAMO QUESTIONA CONTRAÇÃO DA DÍVIDA DE 88 MILHÕES DE DÓLARES RECENTEMENTE ANUNCIADA

Arlindo Bila considerou estranha a contratação de outra dívida em mais de 88 milhões de dólares para a segurança dos moçambicanos e invocou a actuação das FDS.

“Os investidores e empresários já estão a abandonar o país por falta de segurança, como consequência da inoperância das Forças de Defesa e Segurança. Um Governo que não consegue manter segurança para a população no mínimo devia demitir-se”, afirmou.

A Renamo afirmou que repudia e condena veementemente os crimes e exige incondicionalmente que os cidadãos raptados sejam devolvidos ao convívio familiar.

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