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Reduzem crimes contra a vida selvagem em Moçambique

Há uma tendência de redução dos crimes contra a vida selvagem, sobretudo contra o elefante, nas principais reservas em Moçambique. Quem o disse é o Presidente da República, durante a Celebração, ontem, do Dia Mundial do Fiscal da Fauna Bravia em Mbatamila, província de Niassa.

Consubstancia-se essa tendência de redução nos números crescentes de espécies de fauna bravia, onde se podem notar margens de crescimento da população de animais na ordem de 10 a 27 por cento, que incluem o crescimento de espécies emblemáticas como é o caso do elefante, segundo explicou Filipe Nyusi.

“Os resultados bons que temos alcançado demonstram o sucesso da actividade de fiscalização dos recursos da vida selvagem e o funcionamento do Sistema Nacional das Áreas de Conservação depende de forma inequívoca das sinergias entre estas unidades de fiscalização e protecção que, em coordenação com os Órgãos de Administração de Justiça e colaboração estreita com as comunidades, asseguram o estancamento dos crimes ambientais”, reconheceu o Chefe de Estado, referindo que, se em 2016 existiam apenas 1.000 elefantes, agora, existem mais de 4.500.

Para Nyusi, estes resultados derivam da decisão e pronta intervenção do seu Governo com a introdução de medidas com vista a melhoria da capacidade de protecção e fiscalização das áreas de conservação.

Enaltecemos o trabalho coordenado dos diferentes intervenientes, em particular dos fiscais, que contribuíram para que pelo terceiro ano consecutivo não fossem registados casos de caça furtiva do elefante em algumas áreas de conservação, com destaque para a Reserva do Niassa e do Parque Nacional de Gorongosa.

Neste sentido, o Governo reitera o compromisso de “continuar engajado nos esforços para manter as áreas protegidas, conservar os ecossistemas e a diversidade biológica para o benefício das gerações presentes e futuras, gerando emprego e riqueza”.

Nyusi instou os intervenientes no processo de manutenção de integridade da fauna e flora a continuar empenhados na melhoria da capacidade de fiscalização em meios humanos e materiais, incluindo infraestruturas, por forma a fazer face aos desafios que o sector enfrenta, sobretudo apostando na intensificação de acções de capacitação institucional.

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