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Redução de consumo de carnes vermelhas pode salvar vida de 11 milhões de pessoas por ano

Alimentar os 10 mil milhões de pessoas do planeta em 2050 só será possível reduzindo para metade o consumo de carne vermelha e açúcares e duplicando o consumo de legumes e fruta.
 
Esta chamada de atenção vem de um diagnóstico, divulgado esta quinta-feira, que faz parte de um relatório de uma comissão de especialistas da revista científica Lancet, segundo o qual o planeta não terá capacidade de alimentar tantas pessoas sem uma transformação dos hábitos alimentares. Essa transformação passa por uma melhoria na produção e uma redução do desperdício.

E o consumo de alimentos mais saudáveis, também vai evitar a morte prematura de 11 milhões de pessoas em cada ano, reduzindo a morte de adultos entre 19 por cento e 23,6 por cento de acordo com o relatório da Lancet.

A mudança, segundo o documento, é "urgentemente necessária", já que mais de três mil milhões de pessoas sofrem de desnutrição e a produção de alimentos está a exceder a capacidade do planeta, impulsionando as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e o aumento da poluição pelo uso excessivo de fertilizantes.

O relatório da Comissão EAT, da Lancet, propõe uma dieta baseada em alimentos à base de plantas e com pouca quantidade de alimentos de origem animal, de grãos refinados, comida altamente processada e açúcares. É esta mudança nos hábitos alimentares que levará à diminuição em 50% do consumo de carne vermelha e açúcar e a um aumento de 50% de consumo de frutos secos, verduras, legumes e fruta.

Actualmente, lê-se no documento, os países da América do Norte comem quase 6,5 vezes mais carne do que o recomendado, enquanto no sul da Ásia se come metade do que era suposto. Todos os países estão a comer mais vegetais ricos em amido, como a batata e a mandioca, do que o recomendado, 1,5 vezes mais no sul da Ásia ou 7,5 vezes mais na África subsaariana, onde se localiza Moçambique.
 

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