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Recuperação de zonas tomadas pelos terroristas anima operadores turísticos

Foto: DW

A recuperação das zonas afectadas pelo terrorismo em Cabo Delgado está a animar os operadores turísticos, que já começaram a regressar àquelas zonas e a recuperar os seus investimentos.

Desde 2017 que destinos como as ilhas do arquipélago das Quirimbas e ilha do Ibo, em Cabo Delgado, recebiam quase nenhum visitante, devido aos ataques terroristas.

Agora, segundo o director-geral do Instituto Nacional do Turismo (INATUR), Marco Vaz dos Anjos, com a recuperação das zonas atacadas pelos terroristas, os operadores turísticos começam a vislumbrar dias melhores.

“Os investidores já estão a regressar, uma vez que a população também já começou a regressar a esses pontos, então isso vai ajudar os operadores turísticos a trabalhar para recuperar o que foi perdido, como também mostrar que Moçambique é um bom destino para fazer turismo”.

No entanto, para os empresários, o trabalho não é apenas esse, uma vez que “falar de Cabo Delgado no estrangeiro é sinónimo de falar de ataques terroristas”, disse Marco Vaz. Por isso, o sector prepara-se para participar, este ano, em dois eventos internacionais, cujo objectivo é promover as potencialidades de Moçambique na área do turismo.

O primeiro, segundo o director do INATUR, é da Bolsa de Turismo de Lisboa, e o segundo, que vai decorrer em Junho, é da Feira Fikani.

“Fizemos um convite para o sector privado participar na Bolsa de Turismo de Lisboa, pois é um evento em que Moçambique vai apresentar as suas potencialidades e promover os serviços de turismo. Já da Feira Fikani esperamos conseguir contactos internacionais possíveis para dinamizar este sector”, descreveu.

O alívio das medidas restritivas da COVID-19 tem afectado grandemente o sector do turismo, o que é visto, igualmente pelos operadores turísticos, como um ganho que vai ajudar a recuperar o tempo perdido, apesar de a retoma ser feita de forma gradual.

O director do INATUR falava à margem da assinatura do memorando de entendimento entre o Instituto Nacional de Turismo e Associação de Restauração e  Catering de Moçambique (ARECMO), onde as partes vão trabalhar em conjunto até 2024 no domínio da formação dos profissionais de restauração, na implementação do selo limpo e seguro e do sistema de classificação nas áreas de restauração e catering.

O representante da ARECMO, Aurélio Mausse, disse que o acordo entre as partes vai garantir o acesso aos profissionais de restauração e formação adequada às necessidades de trabalho.

“A ARECMO está ciente da necessidade de implementar um sistema de educação profissional baseado em padrões de competência do saber fazer e saber estar neste sector, garantindo, assim, maior atracção de turistas para o nosso país, bem como o aumento de fluxo financeiro e de investimento privado”, detalhou Mausse.

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