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Raptado um empresário turco na Cidade de Maputo

Um empresário alegadamente de nacionalidade turca foi raptado no início da noite de segunda-feira (07), na Avenida Francisco Magungwe, na Cidade de Maputo. Testemunhas dizem que a acção dos meliantes foi muito rápida.

Depois de uma ligeira calmaria, os sequestros voltam a assombrar a cidade capital, e para não fugir à regra, a vítima é um empresário. Tudo aconteceu por volta das 16h00, quando o cidadão em causa estacionou a sua viatura na Avenida Francisco Magungwe, próximo ao Gabinete de Informação do Governo. Segundo contam testemunhas, momentos depois, a vítima foi rendida pelos sequestradores e recolhida para a viatura [cujas características não conseguimos apurar] em que se faziam transportar.

À nossa chegada ao local, encontramos a viatura da vítima imobilizada e agentes do SERNIC a fazer perícia. Testemunhas no local falaram de uma acção rápida. “Foi tudo rápido. Quando se aperceberam da situação alguns trabalhadores [dele] que estavam nesta obra tentaram salvar o patrão, mas foram intimidados. Vendo a situação, os bandidos dispararam para o ar apenas um tiro e todos nós ficamos no chão, os que queriam apoiar correram temendo pelas suas vidas”, contou uma testemunha que disse ser um funcionário da vítima. “Sou funcionário dele. Ele é um empresário da área da construção e não é moçambicano é turco”, esclareceu.

O intrigante é que além de ser próximo do Gabinete de Informação do Governo (GABINFO), o sequestro ocorreu nas proximidades da 2ª Esquadra PRM. Testemunhas ouvidas pelo “O País”, dizem que a Polícia chegou muito tarde.

Este rapto acontece tempos depois de restruturações profundas na direcção máxima do Ministério do Interior e do SERNIC, o que pode ser visto como uma afronta, a contar pelo facto de ter ocorrido no centro da cidade de Maputo.

Sabe-se que está em formação uma unidade anti-rapto, vista como a possível solução para enfrentar essa ameaça que coloca em causa o nome do país e retrai o investimento.

“O País” contactou o porta-voz da Polícia da República de Moçambique, Leonel Muchina, que prometeu reagir ao rapto hoje (terça-feira).

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