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Raparigas de nove anos vão vacinar contra cancro de colo do útero

Foto: O País

Pelo menos 450 mil raparigas, de todo o país, poderão vacinar, anualmente, contra o cancro do colo do útero. O processo arranca no dia 24 de Novembro, em todos os centros de saúde do país.

O director nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, esclareceu que serão abrangidas raparigas que, à data de vacinação, completarem nove anos de idade.

“Quer dizer que este ano, iremos vacinar aquelas que nasceram em 2012, no próximo aquelas que nasceram em 2013, assim sucessivamente. Prevemos vacinar cerca de 450 a 490 mil raparigas que completam nove anos num determinado ano. No entanto, devemos reconhecer que, ao longo do tempo, façamos o ajustamento em função da demanda.”

Segundo as autoridades de saúde, o cancro do colo do útero afecta, maioritariamente, mulheres entre os 25 e 50 anos de idade e, apesar de ser uma doença silenciosa que muitas vezes é descoberta em fase já avançada, pode ser prevenida e uma das formas é a vacinação.

Por isso, nesta primeira fase, apesar de a Organização Mundial da Saúde recomendar a vacinação para raparigas entre os nove aos 14 anos de idade, por na sua maioria ainda não terem iniciado a actividade sexual, neste momento, a prioridade será dada às raparigas de nove anos, devido à escassez de vacina e aos custos que, segundo Quinhas Fernandes, são onerosos.

“Cada fármaco custa quase 4.5 dólares (cerca de 290 meticais), e como são duas doses, para imunizar cada rapariga, o custo é de nove dólares”, avançou e acrescentou que “em termos de disponibilidade financeira, com recursos do Orçamento de Estado e de parceiros, temos tudo garantido para salvaguardar a disponibilidade da vacina nos próximos quatro anos”.

O director garantiu que, apesar dos custos, quando houver condições, gradualmente, o grupo-alvo será estendido, para abranger as raparigas de até 14 anos.

Conforme avançou, já iniciou o processo de distribuição a todas as províncias e distritos do país, entretanto, em função das necessidades, poderão ser criadas brigadas móveis para certos locais, como escolas, assim que o ano lectivo iniciar.

O interlocutor revelou ainda que a fase-piloto do projecto teve lugar entre os anos 2014 e 2015, nos distritos de Manhiça, Manica e Mocímboa da Praia.

“Quando realizamos o piloto, queríamos demonstrar a viabilidade da administração desta vacina, no nosso país, e identificar as melhores formas de salvaguardar que a informação chegasse aos utentes. Como resultado, foi elaborada a estratégia de vacinação contra o HPV, vírus que causa o cancro do colo do útero.”

A vacina a ser administrada tem o nome de Gardasil. Segundo Fernandes, tem níveis altos de eficácia de cerca de 90 por cento e é gratuita.

A vacina será administrada em duas doses, separadas por um intervalo de seis meses.

Tanto homens, como mulheres podem ser infectados pelo vírus papiloma, mas só em mulheres é que podem desenvolver o cancro.

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