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Ramaphosa reconhece aumento da pobreza na África do Sul

O Presidente sul-africano admitiu, ontem, que a situação actual socioeconómica do país é caracterizada por índices de desemprego a aumentar e altos níveis de pobreza e desigualdade, o que é insustentável e inaceitável.

Poucos dias depois da publicação do relatório segundo o qual o Congresso Nacional Africano é fonte de instabilidade na África do Sul e a pobreza, o desemprego e a desigualdade atingiram níveis preocupantes, Cyril Ramaphosa falou à Nação.

Na sua comunicação, que marca a retoma de actividades do Parlamento, o Chefe do Estado sul-africano começou por dar o ponto de situação sobre a prevenção e combate à COVID-19, destacando os progressos alcançados.

Contudo, Ramaphosa fez um discurso duro em relação à situação socioeconómica da África do Sul.

Naquele que foi um dos seus discursos mais auto-críticos até ao momento, Cyril Ramaphosa reconheceu que as coisas na África do Sul tomaram um rumo fora do normal.

“Se há algo em que todos concordamos é que a situação actual de profunda pobreza, desemprego e desigualdade é insustentável e inaceitável. Para muitos, o que aconteceu no Parlamento remete para a devastação generalizada na nossa terra”, referiu o Chefe do Estado sul-africano.

Ramaphosa não escondeu a responsabilidade do seu Governo pela eclosão de motins e saques que a África do Sul viveu em Julho de 2021, que resultou em 354 mortos e perdas económicas milionárias.

Entretanto, a par da lista de problemas, Ramaphosa voltou a prometer soluções e novos planos económicos para o país, com estratégias que vão desde a revisão da legislação, construção de infra-estruturas, redução de entraves burocráticos para abertura de negócios, bem como a digitalização.

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