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Quem não vacinar poderá sofrer restrições em breve

Numa altura em que os números de novas infecções pela COVID-19 tendem a subir no país, aliado a recente confirmação de 17 casos da variante Ómicron, o Presidente da República, Filipe Nyusi, falando à margem do lançamento do plano coordenador do Tribunal Administrativo, na última terça-feira (14), apelou aos moçambicanos a vacinarem sob risco de impor restrições a alguns cidadãos que não aderiram ao processo.

“A situação não está boa. Fui reportado uma situação em que, num conjunto de 200 pessoas, foram testadas 133 pessoas e cerca de 60 testaram positivo para a COVID-19, o que demonstra que a situação exige mais cuidados. Ademais, estamos a ter apoios na disponibilização das vacinas, por isso, para aqueles que ainda não vacinaram, peço que se apresentem aos postos, porque a qualquer momento poderemos limitar as pessoas não vacinadas”, disse o PR.

Estes apelos são feitos há escassos dias para a comunicação do Presidente da República à nação (20 de Dezembro), sobre o Estado de Calamidade Pública.

Aliado a isto, o Instituto Nacional de Saúde, avaliando pelo comportamento da pandemia, prevê que Moçambique atinja o pico da quarta vaga da COVID-19 entre os meses de Dezembro corrente e Janeiro de 2022.

“É preciso que avaliemos os eventos passados, por exemplo o mês de Dezembro, em 2020 foi onde tivemos grande número de contaminações. Este ano estamos a assistir um cenário semelhante, em que começamos a ver este incremento de número de casos e, neste momento das festas, é necessário que tenhamos mais cuidados, para evitar uma explosão de contaminações. É possível que nas próximas semanas possamos registar um aumento de contaminações, principalmente na Cidade de Maputo, que tem sido bastante fustigada pela COVID-19”, explicou Edna Viegas, Delegada do INS, na Cidade de Maputo.

O INS confirma ainda que esta tendência de crescimento do número de novas infecções está ligada à variante Ómicron, porque ela permite maior transmissibilidade da doença.

“Vemos que a epidemia, pelo menos na África do Sul, começa a ser dominada pela variante Ómicron, por isso, possivelmente podemos ser assolados por esta variante no nosso país e que pode estar a contribuir para a subida de casos”, concluiu.

Edna Viegas falava esta quarta-feira, em Maputo, à margem do lançamento da oficina para análise e actualização do plano de resposta à COVID-19, na Cidade de Maputo, a ter lugar de 15 a 17 de Dezembro, co-organizada pelo Instituto Nacional de Saúde e o Município de Maputo.

Este plano vai decorrer durante três dias, reunindo pessoal da Saúde, do Governo e do Município, de onde deve sair uma nova estratégia de combate da quarta vaga da pandemia da COVID-19, na Cidade de Maputo.

“Pretendemos, ainda em resposta à quarta Vaga, melhorar a vigilância da COVID-19 em todas as portas de entrada para a nossa Cidade de Maputo quer sejam, terrestres ou aeroportuárias, partilhar atempadamente os resultados dos casos rastreados para permitir a monitoria ao longo do percurso pelas entidades competentes; melhorar o seguimento de casos positivos, identificação precoce e rastreio de contactos na comunidade e melhorar a qualidade assistencial nos Centros de Isolamentos para COVID-19, na capital do país”, disse o Secretário do Estado da Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, durante o seu discurso de abertura.

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