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Quelimane: rescaldo de uma festa rija e bonita…

Xi-Cau Cau

Edil em grande plano…
do governador, nem sombra!

Antes de moçambicanos, somos manachuabos. Este foi o “pano de fundo” que uniu e levou a Quelimane, na Semana da comemorações das Bodas de Diamante, pessoas com ligações à terra, vindas de vários lugares do Mundo, que se juntaram aos que vivem na terra do coco, para um conjunto de manifestações belas, entre as programadas e as espontâneas. Assim sendo, sob um mesmo ideal, cidadãos de vários extratos sociais, muitos deles ignorando a “barriga de misérias” em que vivem, conviveram num de retemperar de esperanças inesquecível.
Entre o crer e o querer surgiram planos para vencer novas batalhas, pelo que as Bodas de Diamante “prometeram ser para ficar”, graças a uma ideia que pode representar um passo importante: a criação da Associação Bons Sinais, sem fins lucrativos, que vai realizar acções concretas, palpáveis, em prol da cidade e dos cidadãos, a começar pela reabilitação da velha catedral, a histórica igreja que marcou gerações e é um símbolo de amor quelimanense.

Feia nódoa em lindo pano

Difícil, muito difícil mesmo, é descrever o que de mais significativo aconteceu na ponta final do mês de Agosto. As cerimónias envolveram o povo anónimo, houve um carnaval quase permanente, a vinda de “muzungos” das embaixadas, quelimanenses na diáspora ou a viverem noutros pontos do país, um jogo de futebol Quelimene-Blantyre, corridas de bicicletas, de almadias, visitas às praias, palestras, comícios e muito mais. Festa para todos gostos e feitios, tocando todos os corações e sensibilidades.

Manuel de Araújo, o edil, falou inglês para traduzir as explanações do Edil do Blatyre, transmitiu, até à rouquidão, o que lhe ia na alma de cidadão nado e criado na terra do coco, levando ao êxtase os presentes no comício diante do Município, usando o seu chuabo “a vati”, o que quer dizer de raiz. Foi o momento mais alto de uma festa que tocou a fundo todas as sensibilidades… mas, provavelmente, houve uma excepção. Qual? A do Governador, que primou pela ausência, apesar da sua residência ser a escassos metros.

O que ficou nas mentes, pelo que testemunhámos? O exacerbar de um sentimento de anti-machanganismo (o Governador não é de lá), sendo também por alguns interpretado como falta de “guizos” de Sua Excelência, face à possibilidade de ser subalternizado pelo Edil, que pertence a um outro partido…

Ouvimos de tudo um pouco. Primeiro, que estava ausente, por assuntos “mais importantes”, o que seria uma péssima opção da agenda a não priorizacão das Bodas de Diamante da Cidade que dirige. Mas não. Afinal, o Chefe estava em Quelimane, aventando-se que tenha recebido “orientações” para não participar. Alguém perguntava: será que ele pensa que a data é do MDM?

Abdul Razak, é verdade, esteve representado, mas o sentimento quase generalizado foi de que se saiu muito mal na fotografia e, por arrastamento, o partido Frelimo de que é membro.

 

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