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Quarentena de 14 dias em Portugal inquieta Associação Portuguesa em Maputo

Foto: O País

A Associação Portuguesa pede que os cidadãos que entrarem em Portugal, através dos voos de repatriamentos, não sejam submetidos à quarentena obrigatória de 14 dias. A agremiação diz que há viajantes cujos bilhetes estão a ser invalidados e são forçados a comprar outros.

A reclamação acontece dias depois do banimento de voos da África Austral para a Europa, o que fez com que o Governo português decidisse efectuar voos de repatriamento de cidadãos, incluindo portugueses, a partir da Cidade de Maputo.

Os viajantes deverão cumprir 14 dias de quarentena à sua chegada a Portugal e a ideia é contestada pela Associação Portuguesa em Maputo, que pede ao Governo português para levantar a restrição.

Segundo Alexandre Ascensão, presidente da Associação Portuguesa, muitos cidadãos compraram bilhetes para viajar e atender questões quer por complicações de saúde quer mesmo para aqueles que têm, por hábito, visitado Portugal no contexto das festas de família do fim do ano, entre outras motivações.

“Não faz sentido obrigar as pessoas a ficarem 14 dias de quarentena, sendo que algumas têm consultas ou visitas aos parentes acamados. O nosso apelo é pelo bom senso do Governo português diante de toda esta situação”, queixou-se Alexandre Ascensão, questionando por que os países da África Austral foram penalizados, sendo que o maior número de infecções está na Europa.

Nesta sexta-feira, chega a Maputo um voo de repatriamento a partir de Lisboa, do qual também serão repatriados cidadãos a partir da capital moçambicana no sábado.

Segundo Alexandre Ascensão, há cidadãos que são obrigados a comprar um novo bilhete para serem repatriados, porque o que já tinham é rejeitado.

A título de exemplo, a nossa fonte tinha um bilhete de classe executiva que comprou no passado mês de Setembro, mas a companhia aérea, que vai operar os voos de repatriamento, decidiu invalidar e este viu-se obrigado a adquirir um outro.

“Há muitas pessoas cujas datas de viagem coincidem com os dias de repatriamento, mas alguns vão ficar e outros terão de comprar outros bilhetes, porque o que já tinham não tem efeito nos voos de repatriamento”, revelou Alexandre Ascensão, tendo questionado sobre os direitos do consumidor.

Esta quarta-feira, o secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus, Clément Beaune, disse que os países europeus estão a negociar um protocolo para a retoma de voos suspensos a partir da África Austral.

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