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Primeiro-Ministro exige sustentabilidade dos aeroportos

Foto: GPM

O Primeiro-Ministro exigiu, ontem, o fim de “elefantes brancos nas infra-estruturas” dos Aeroportos de Moçambique. O desafio foi lançado ao novo PCA da empresa durante a sua tomada de posse.

“Deve assegurar que os aeroportos sejam sustentáveis, de modo a garantir que sejam sustentáveis, económica e financeiramente”, referiu Carlos Agostinho do Rosário.

Américo Muchanga herda uma empresa que está na lista vermelha, por apresentar alto nível de risco fiscal para o Estado, segundo o Relatório de Riscos Fiscais de 2021 do Ministério das Finanças.

Para melhorar a situação económica e financeira da firma pública, Carlos Agostinho do Rosário quer que o novo homem forte dos aeroportos traga também mais companhias aéreas às pistas nacionais.

“A retoma de actividades económicas no mundo, incluindo no nosso país, constitui uma oportunidade para o relançamento do potencial das infra-estruturas aeroportuárias nacionais, com vista a atrair mais operadores aéreos”, acrescentou o Primeiro-Ministro.

Os recados chegaram a Américo Muchanga, que, para já, entende ser cedo para avançar soluções aos problemas da empresa.

“Todos os desafios existentes na empresa requerem uma análise e um conhecimento profundo para falar de soluções. Então, hoje, não quero adiantar soluções”, esclareceu Américo Muchanga.

Quem também foi empossada é a directora-geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação, Celmira da Silva, que tem a missão de travar a caça furtiva e exploração desenfreada de recursos naturais.

Importa referir que as Áreas de Conservação a serem administradas por Celmira da Silva representam 25% do território nacional, e têm como função assegurar o equilíbrio de ecossistemas essenciais.

“Sabemos que, a nível dos parques e reservas, já temos uma estratégia e que temos aumentado o número de fiscais, mas é preciso haver consciencialização e colaboração da população”, disse Celmira da Silva.

Algumas das áreas mais atraentes no país são a serra da Gorongosa, o Arquipélago de Bazaruto, bem como cerca de 5.500 espécies de plantas, 220 espécies de mamíferos e 690 de aves, algumas das quais únicas no país.

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