O País – A verdade como notícia

Primeiras doses da “esperança” para vencer a pandemia da COVID-19

As primeiras 200 mil doses da tão esperada vacina de imunização contra o novo Coronavírus chegaram esta quarta-feira ao país, pelo Aeroporto Internacional de Maputo. Serão vacinados, em primeiro plano, os profissionais de saúde. Mas o Governo ainda vai se pronunciar com detalhes sobre o plano de vacinação.

A “primeira” esperança para vencer a pandemia da COVID-19 em Moçambique carrega o nome de VeroCell (SARSCoV-2 Vaccine). A vacina produzida pela Sinopharm, um grupo farmacêutico chinês, tem uma taxa de eficácia de 50.4 a 78 por cento e é conservada a temperaturas que variam entre os dois e oito graus positivos.

O lote de 200 mil doses “desembarcou” ontem na cidade de Maputo pela porta da Base Aérea do Aeroporto Internacional de Maputo. É um donativo da República Popular da China que aconteceu menos de 24 horas depois de uma conversa havida entre o Presidente da República, Filipe Nyusi e o estadista chinês Xi Jimping.

“Mesmo que a prevenção e o controlo da pandemia esteja sob grande pressão e a demanda doméstica pela vacina ainda seja enorme, a República chinesa decidiu oferecer a Moçambique um donativo da vacina contra a COVID-19”, justificou o embaixador da China, Wang Hejun. Declarou ainda que “Moçambique torna-se num dos primeiros países africanos a receber a vacina chinesa. Esta vacina representa uma nova esperança para vencer a pandemia”.

O Governo ainda não avança dados sobre o plano de vacinação mas assegura que os profissionais de saúde, como já é sabido, terão prioridade na vacinação.

“O Executivo adoptou uma estratégia de vacinação no âmbito da prevenção e combate da COVID-19, que prioriza grupos de alto risco como por exemplo os profissionais de saúde, entre outros que estão na linha da frente no combate a esta pandemia”, disse o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, remetendo mais detalhes do Plano Nacional de Vacinação contra a COVID-19 para uma “divulgação oportuna pelo Ministério da Saúde”.

A vacina, segundo o primeiro-ministro, tem que ser vista como uma medida complementar na prevenção da pandemia.

Por isso, “devemos continuar a observar estritamente todas as medidas básicas de prevenção da COVID-19, tais como o distanciamento físico, a lavagem frequente das mãos e o uso de máscaras para cobrir a boca e o nariz”, reiterou o governante.

CHINA DISTRIBUÍ VACINAS PARA MITIGAR PANDEMIA 

Esta terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, anunciou o plano do país de distribuir, de forma gratuita, a vacina chinesa contra a pandemia para 53 países em desenvolvimento, dos quais 19 são do continente africano.

“Entre esses países, o Paquistão, Camboja, Laos, Guiné Equatorial, Zimbabwe, Mongólia e Bielo-Rússia receberam doses de vacinas doadas pela China”, disse Wang em conferência de imprensa na capital chinesa, Pequim.

“As doses da vacina chinesa exportadas para Sérvia, Hungria, Peru, Chile, México, Colômbia, Marrocos, Senegal, Emirados Árabes Unidos, Turquia e outros países e regiões já chegaram aos destinos”, acrescentou Wang Yi.

“Esperamos que países mais capazes se unam para dar contribuições positivas para apoiar e ajudar a comunidade internacional, os países em desenvolvimento em particular, na luta contra a epidemia”, terminou o representante da diplomacia chinesa.

Partilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos