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Primeiro dia de novas medidas na RSA marcado por contestações 

O excesso de convívios sociais pode ter contribuído para o aumento de infecções e aperto de medidas na África do Sul. Alguns moçambicanos e um jornalista angolano, residentes em Joanesburgo, cidade severamente afectada pela pandemia da COVID-19, dizem que há quem contestou o decreto anunciado este domingo pelo Presidente sul-africano.

José Gama é jornalista e residente em Pretória. Em entrevista ao O País, descreveu o primeiro dia das novas medidas, esta segunda-feira, tendo referido que agora os cidadãos não têm outra opção a não ser cumprir as medidas ora anunciadas pelo presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Nos últimos meses, a África do Sul esteve a registar relaxamento ligeiro de medidas restritivas contra a COVID-19, mas a nova variante do vírus, a indiana Delta, viria a impor ao Governo a “apertar” as medidas.

De acordo com José Gama, os estabelecimentos de restauração, de venda e consumo de bebidas são, em parte, focos do aumento de casos de infecções no país vizinho.

“Os sul-africanos têm a cultura de ficarem nos bares entre outras concentrações até as altas horas. Isso pode ter sido determinante para que o presidente proibisse a venda do álcool”, disse José Gama

Não são apenas razões de lazer para o número crescente de infecções na África do Sul. José Gama notou que “outra fonte de contágio entre pessoas são as cerimónias fúnebres. Tradicionalmente, as comunidades sul-africanas fazem estas cerimónias como se de festas se tratasse”.

Motivações à parte. Ainda nesta segunda-feira, há quem, na África do Sul, terá contestado as novas medidas impostas pelo Presidente Cyril Ramaphosa.

Milton Maluleque, jornalista e residente na cidade de Joanesburgo, disse que o novo decreto presidencial não agradou a algumas forças políticas e associativas, em tanto que romperam a contestar, recorrendo a alguns canais de comunicação locais.

“Das reacções até aqui registadas, pode-se mencionar a contestação por parte da oposição, incluindo dos proprietários de estabelecimentos de restauração, entre outras massas associativas”.

Estes reclamam que as novas medidas vão prejudicar os seus negócios e pedem ao Governo sul-africano para aumentar a base de incentivos financeiros aos empresários.

Dolores Joseph, também residente em Joanesburgo, limitou-se, por sua vez, a apelar aos cidadãos sul-africanos e moçambicanos a seguirem as medidas de prevenção contra o novo Coronavírus.

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