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Primeira-Dama defende que o país deve quebrar ciclo de violência contra rapariga

Foto: O País

A esposa do Presidente da República, Isaura Nyusi, reconheceu esta segunda-feira, na província da Zambézia, que o Governo está a desenvolver acções, visando combater os males que apoquentam a rapariga no país, nomeadamente a violência, casamentos prematuros, gravidezes precoces, desistência escolar e pobreza. Para a Primeira-Dama, os resultados são encorajadores, mas muito deve ser feito por todos para o bem da rapariga.

Isaura Nyusi orientou esta segunda-feira, na província da Zambézia, a cerimónia central da comemoração do “Dia Internacional da Rapariga”. O evento culminou com o lançamento da campanha de sensibilização sobre a retenção da rapariga na escola e empoderamento fora da escola, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego (SEJE), inserida no âmbito do programa “Eu Sou Capaz”, financiado pelo Banco Mundial.

Antes do seu discurso oficial por ocasião da data, coube a Inês Pedro, menina de 12 anos de idade, aluna da Escola Primária da Socel de Manica (convidada a participar no evento), e beneficiária de uniforme escolar oferecido pela esposa do Presidente da República, Isaura Nyusi, lançar apelos à sociedade sobre a necessidade de empoderamento da rapariga.

“Venho da província de Manica para este evento. Quero, por esta via, pedir aos titios e papás para que nos deixem estudar. Nós somos crianças e queremos estudar. Nós somos capazes”, disse a pequena Inês que, na sequência, recebeu uma salva de palmas dos presentes.

De seguida, a Primeira-Dama, Isaura Nyusi, defendeu a urgência de se quebrar o ciclo de violência, com vista a proteger os direitos da rapariga, evitando uniões forçadas, desigualdade social e de oportunidades, entre outras formas que colocam em risco o desenvolvimento das crianças.

“O nosso objecto de reflexão é a rapariga vivendo numa situação de vulnerabilidade no mundo e, em especial, em Moçambique. Pretendemos, aqui e agora, enfatizar o nosso cometimento para com a causa da rapariga e chamar atenção a todos sobre a importância do investimento que devemos fazer no desenvolvimento pleno da rapariga, no alcance dos seus direitos, igualdade do género e o seu empoderamento”, disse Isaura Nyusi, para quem as mulheres e raparigas devem beneficiar-se de igualdade de acesso à educação de qualidade, de cursos económicos e participação política, bem como a igualdade de oportunidades com os homens e rapazes em termos de emprego, liderança e fóruns de tomada de decisões a todos os níveis.

A Primeira-Dama disse ainda que os adolescentes e jovens, sobretudo, em situação de vulnerabilidade, devem ter acesso à oportunidade de aprendizagem, ao longo da vida, que lhes permita adquirir conhecimentos, capacidades e habilidades necessárias para explorar oportunidades e participar plenamente na sociedade.

“A mulher e a rapariga representam a maior fasquia dos moçambicanos e continuam a enfrentar situações ligadas à pobreza, discriminação, analfabetismo, pobreza, infecção por HIV-SIDA, apesar dos esforços empreendidos pelo Executivo moçambicano, com vista a garantir o bem-estar e reverter este cenário”, frisou Isaura Nyusi.

Uma em cada três raparigas casa-se antes dos 18 anos no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas. Posto isto, o chefe de equipa de programas de desenvolvimento humano no Banco Mundial em Moçambique, Emirre Ozaltini, referiu que as raparigas fazem parte do grupo mais vulnerável no país. Ainda assim, elas são a esperança para um futuro próspero.

“Metade está em risco de casar, um terço é vítima de assédio nas escolas e outras  sofrem violência dos seus parceiros”, disse Ozaltini.

Por seu turno, a representante do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), Andrea Wojnar, defendeu investimentos para acelerar o desenvolvimento sustentável daquele grupo social nas áreas de educação, emprego, saúde entre outros.

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