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Presidente da República anuncia recolher obrigatório para todas capitais provinciais 

A partir das 00:00horas de amanhã, todas as capitais provinciais estarão em recolher obrigatório, entre 22 e 4 horas. A medida preventiva contra a COVID-19 foi anunciada esta noite, na cidade de Maputo, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi. Quer isto dizer que o recolher obrigatório já não será exclusivo à região de Grande Maputo.

A nova medida anunciada por Filipe Nyusi vai vigorar durante 21 dias. Dentro desse período, o Governo vai avaliar a actual situação da COVID-19 a nível nacional.

Enquanto isso não acontece, o Presidente disse que tem esperança de que na próxima comunicação irá anunciar alívio relacionado às medidas preventivas. No entanto, sublinhou que as suas palavras não devem ser entendidas como promessa, pois a batalha contra a COVID-19 se faz com avanços e recuos, sempre com decisões governamentais fundamentadas na ciência.

Na comunicação desta noite, Nyusi lembrou que, quanto mais os moçambicanos respeitarem as regras, mais rapidamente voltarão ao convívio social mais aberto. Para o efeito, a única solução é persistir sem dar tréguas à pandemia da COVID-19.

Durante a vigência do novo recolher obrigatório, entre 22h e 4h, todas as medidas anteriormente adoptadas para prevenção da COVID-19 mantêm-se. Assim, o Governo espera evitar que a situação dramática enfrentada em Janeiro e em Fevereiro se repita no país.

De acordo com o Presidente da República, Moçambique continua com um quadro epidemiológico de risco. Por isso recomendou que os moçambicanos devem consolidar as conquistas alcançadas até aqui, de modo que se assegure a abertura da economia num bom ambiente e que as aulas possam decorrer sem sobressaltos. Nesse sentido, afirmou Filipe Nyusi, é importante o monitoramento do movimento migratório, até porque nas últimas semanas o país recebeu vários cidadãos provenientes da África do Sul, um dos países mais afectados pela pandemia na região austral e no continente. Ao mesmo tempo, Nyusi disse que o país deve proteger mais os profissionais de Saúde e atrasar e/ou adiar os impactos da terceira vaga da pandemia, que tem sido mais grave em outros países.

Moçambique completou, no dia 22 de Março, um ano desde a eclosão da pandemia. Para Nyusi, a pandemia vai durar mais tempo e todos os continentes estão longe de superar o desafio. O Presidente referiu, nesse contexto, que o mundo teve mais 125 milhões de casos, dos quais três milhões de óbitos. Na sua percepção, o aumento de casos que se está a verificar é atribuído à disseminação global de variantes.

Devido às restrições, Moçambique tem verificado uma redução do número de casos e de óbitos. A redução, disse o Presidente, tem sido progressiva, mas num ritmo lento. Os ganhos que se estão a verificar resultam do esforço e do sacrifício colectivo dos moçambicanos.

De acordo com Filipe Nyusi, a segunda vaga da pandemia foi mais intensa do que a primeira, com registo cinco vezes mais de casos, seis vezes mais internamentos e sete vezes mais óbitos. As causas são atribuídas à nova variante. Em outras palavras, apesar de o número de casos estar a diminuir, a situação actual é mais grave do que a segunda vaga. Para se ter uma ideia, Moçambique apresenta 10 vezes mais casos do que na última semana de Dezembro. O número de óbitos duplicou em relação aos finais de Dezembro.

Nyusi lembrou que a interrupção das aulas impacta, de forma negativa, nas crianças e nos adolescentes. Por essa razão, o Governo decidiu reiniciar as aulas no passado dia 22 de Março, considerando que as crianças e os adolescentes têm menor risco de infecção, segundo estudos científicos. Ainda assim, Nyusi apelou à atenção redobrada por parte dos encarregados, funcionários e todos os intervenientes escolares.

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