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Presidente da Guiné-Bissau vai dissolver Parlamento

Foto: DW

O presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, informou esta sexta-feira que o Presidente da Guiné-Bissau vai dissolver o Parlamento. Sissoco está a ouvir os partidos com assento parlamentar.

“Saí de uma audiência com o Presidente da República. Informou-me que vai dissolver o Parlamento. Recebeu uma queixas do poder judicial e também, segundo o que compreendi, parece que há uma crise entre os partidos políticos”, afirmou Cipriano Cassamá, citado pela DW.

O presidente do Parlamento falava esta sexta-feira na sequência de um
encontro com o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, que vai reunir também com os partidos com assento parlamentar.

O anúncio acontece um dia depois da exoneração do ministro da Economia, Vítor Mandinga. A decisão serviu para para “garantir o regular funcionamento do ministério e por conveniência política”, justificou o Presidente.

Os encontros com os partidos políticos e presidente do Parlamento acontecem depois críticas públicas à forma como está a ser gerido o envio de uma missão de estabilização da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para a Guiné-Bissau, sem informação precisa e sem o Parlamento ser consultado, escreve a DW.

Os Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO decidiram enviar uma força de estabilização para o país, cujos primeiros elementos já estão no terreno, na sequência do ataque ao Palácio do Governo, a 1 de Fevereiro, quando se encontrava a decorrer uma reunião do Conselho de Ministros, com a presença do Presidente guineense e o primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam.

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