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Preço do “chapa” mantido em “banho-maria” em Nampula

O Conselho Municipal da Cidade de Nampula e a Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA) chegaram a um acordo de criação de um grupo conjunto que vai medir as distâncias nas diversas rotas que vai servir de base para a proposta de aumento a ser levada à Assembleia Municipal.

Tal como tinha sido agendado, os transportadores semi-colectivos de passageiros sentaram-se esta quinta-feira com o elenco do Conselho Municipal da Cidade de Nampula para discutirem o assunto relativo à proposta de aumento da tarifa do transporte, de 10 para 15 meticais. Depois de horas reunidos à porta fechada no salão nobre do Conselho Municipal, as partes falaram à imprensa, tendo anunciado o entendimento alcançado nesta fase.

“Criarmos uma equipa composta por técnicos do Conselho Municipal e técnicos da ASTRA para definirmos as distâncias. Esses colegas estarão munidos de instrumentos de medição para sabermos, por exemplo, quantos quilómetros são, do mercado de Waresta a Enia para ver o que isso significa em termos de pagamento porque está definido que o passageiro pode pagar um metical de setenta e cinco centavos por quilómetro. Portanto, a ASTRA vem com a proposta de 15 meticais por passageiros e nós dissemos que queremos entender em termos matemáticos em relação aos extremos da nossa cidade”, disse Paulo Vahanle, edil de Nampula.

Com efeito, a equipa conjunta deverá até sexta-feira da próxima semana concluir o trabalho de medição das distâncias em todas as rotas. Atendendo que está prevista a introdução da tarifa intermédia nos troços das rotas considerando um metical e setenta e cinco centavos por cada quilómetro, é previsível que seja submetida à Assembleia Municipal uma proposta diferenciada.

“A proposta final que julgamos apresentar ao Conselho Municipal será na próxima sexta-feira que depois o executivo Municipal levará à Assembleia Municipal. Até aqui ainda não foi aprovada a nova tarifa que os transportadores da cidade de Nampula aguardam”, esclareceu Luís Vasconcelos, presidente da ASTRA.

O que equivale dizer que a tarifa em vigor contínua de 10 meticais em todas as rotas. Mas a proposta de revisão da tarifa de transporte de passageiros em Nampula deverá abranger, igualmente, os operadores de táxi convencional e de mototáxi, só que o que mais se fala neste momento é apenas sobre o transporte em carros.

Outra questão que foi apreciada pelas partes tem a ver com o horário de circulação do transporte semi-colectivo de passageiros na cidade de Nampula que deverá terminar às 22 horas e não 21 horas como tem acontecido até aqui. E nesta discussão sobre a aprovação ou não da nova tarifa, a edilidade dirigida por Paulo Vahanle não tem alternativa, atendendo que aquela cidade não tem um serviço público de transporte.

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