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“Precisamos resgatar a economia”, diz Agostinho Machava

Enquanto alguns vendedores da capital do país reclamam da escassa afluência de clientes desde Março, indicando menor poder de compra, o economista Agostinho Machava advoga a necessidade de resgatar a economia fornecendo apoio financeiro às famílias.

Desde que o coronavírus chegou à pérola do Índico, inúmeras famílias viram-se sem fonte de renda.

Este facto afectou o comércio no país. “As pessoas já não têm dinheiro”, afirma a vendedeira do mercado central da Cidade de Maputo, Diana Alves, explicando a razão das vendas estarem enfraquecidas.

“Podemos ir para casa sem pesar [vender] às vezes”, explicou Marina Massingue, vendedeira do mesmo mercado que Diana.

Apesar de prever uma descida nos preços devido ao enfraquecimento da capacidade de compra, efeito negativo da COVID-19, Agostinho Machava alerta que sem reforço na capacidade orçamental das famílias, o desenvolvimento da economia continuará comprometido.

“Se estamos preocupados em resgatar as empresas para que elas continuem a produzir, devemos, também, ajudar o lado da procura (…) é preciso que a gente encontre alternativas para sobreviver dentro deste contexto” disse ele.

“É preciso resgatar a economia” afirma Machava, advogando que as medidas que devem ser tomadas a curto, médio e longo prazo, ou seja, as soluções devem ir além do simples combate aos efeitos negativos da pandemia.

A agricultura foi indicada como oxigénio para a nossa ofegante economia. Para Machava “esta situação da COVID está a trazer uma pressão mundial que pode ser uma oportunidade para nós, tendo em conta o nosso potencial na produção de produtos agrícolas”

Machava conclui que há necessidade de haver esforço conjunto, não só do Governo, mas, também da Sociedade Civil, para discutir, desenhar e implementar as melhores metodologias para resolver esta situação.

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