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Praia do Bilene ganha mais quatro salas de aulas

As quatro salas de aulas foram construídas e equipas por Pedro Boene, empresário que explora o turismo de praia na vila municipal da Praia do Bilene.

Entrou para a escola em meados da década de 1970, mas não foi para além do ensino primário. E não foi por falta de vontade, foi por falta de condições – da família e do próprio Estado. Pedro Boene lembra que recebeu as primeiras lições do ensino formal sentado no chão, dentro de uma cabana feita com base em capim. Uma realidade que ainda persiste no país e que Pedro Boene quer contribuir para a sua erradicação. Foi assim que o empresário que explora o turismo de praia em Bilene financiou a construção e apetrechamento de quatro salas de aulas em duas escolas primárias. Uma delas, a primária de Tsoveca, tem um significado simbólico para Boene: foi naquela escola onde ele estudou, há quatro décadas.

As salas foram inauguradas na sexta-feira pela primeira-dama, que chegou em Bilene na manhã do mesmo dia. Depois da recepção na vila municipal da Macia, Isaura Nyusi seguiu para o município da Praia do Bilene, onde inaugurou as quatro salas de aulas nas escolas primárias de Tsoveca e mais tarde de Nhangono. Foi nesta última onde a esposa do Presidente da República agradeceu o gesto do empresário Pedro Bone e apelou a comunidade a conservar as salas. Dirigindo-se aos alunos, professores, pais e encarregados de educação, Isaura Nyusi disse que, apesar do investimento do Governo na construção de escolas melhoradas, ainda há milhares de crianças a estudar em condições precárias. “Há necessidade de contribuirmos, não só na construção de mais escolas ou salas de aulas, mas também de conservação e manutenção das infra-estruturas existentes para que estas possam servir as gerações vindouras”, apelou.

Quem também agradeceu o apoio foi o vice-ministro da Educação e Desenvolvimento Humano. “Nós reconhecemos o inestimável apoio que tem dado ao sector da Educação em Gaza e hoje testemunhamos mais um momento importante”, disse Armindo Ngunga. Tal como a primeira-dama, o vice-ministro da Educação lembrou que em Moçambique ainda há “muitas crianças a estudar ao relento, por isso é importante que saibam cuidá-las e conservá-las”.

Além de salas de aulas, houve oferta de material escolar, incluindo uniforme, para 56 crianças desfavorecidas.

 

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