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Praia da Costa do Sol ganha seis ecopontos e sistema de contentores

Foi lançado no último sábado em Maputo, um projecto denominado Praia Zero que visa limpar a praia da Costa do Sol, cidade de Maputo, e torna-la mais atractiva.

Trata-se de um projecto que foi formalmente lançado nos finais do mês de Novembro, na cidade de Maputo, uma iniciativa de Heineken Moçambique, Campanha de Desenvolvimento do Porto de Maputo, Cooperativa de Educação Ambiental Ntumbuluku em parceria com o Conselho Municipal de Maputo e da Associação dos vendedores da praia da Costa do Sol.

Este projecto foi criado com o objectivo de proteger e conservar o meio ambiente ao longo da faixa costeira da capital moçambicana, através das componentes de educação e sensibilização ambientais, gestão sustentável dos resíduos produzidos e geradores na praia, bem como a conservação das componentes ambientais. Quase um mês depois, foi praticamente lancada no sábado e segundo o ambientalista Carlos Serra Júnior, que aderiu a iniciativa, são duas as razões principais que ditaram a designação Praia Zero a saber: a decisão de partir do zero na melhoria da imagem e das condições da parte litoral da cidade de Maputo, o segundo tem a ver com o reaproveitamento do lixo.

Serra Júnior revelou na ocasião que o país tem tirado pouco proveito dos resíduos sólidos recolhidos na cidade de pais e um pouco por todo o território, sendo que a percentagem situa-se em um pouco menos de um por cento, facto que levou as partes envolvidas a criarem o projecto. Para melhor implementação deste projecto que pretende ainda tornar a praia, que se diga, a mais frequentada por banhistas, quer nacionais, quer estrangeiros, e num ponto turístico de primeira escolha uma vez que se está na quadra festiva, foram instalados seis ecopontos para o depósito de resíduos sólidos. Os mesmos distam um do outro aproximadamente 200 metros. Para além dos ecopontos, o projecto visa instalar um sistema de contentores para o depósito e tratamento do lixo que será recolhido ainda na praia da Costa do Sol.

“Com esta cadeia de valores era importante mostrar que menos de um porcento do nosso lixo é hoje usada ou aproveitada em Moçambique. Esta cifra é muito baixa, temos países como o Japão e a Suécia que estão próximo dos 100% de valorização. Quando referimo-nos a valorização estamos a falar de mais postos de trabalho, benefícios sociais e económicos que o país ganha e também da melhoria da saúde e do ambiente”, referiu.

Neyde Pires que falava em representação da Heineken Moçambique explicou que o projecto surgiu no âmbito de responsabilidade social e pelo reconhecimento da importância de conservação do meio ambiente. Pires disse ainda que o projecto vai-se estender para outros pontos da costa da cidade capital sendo a praia da Katembe um dos primeiros a beneficiar de limpeza.

“Estamos numa fase de iniciação e depois dela vamos passar para outros pontos da praia pois a nossa intensão é abranger outras partes tendo em conta o crescimento do projecto. Posteriormente queremos aumentar a cadeia de valores que significa a multiplicação de recursos ao projecto incluindo a entrada de mais parceiros”, disse Neyde Pires.

 

 

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