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Pouyanné diz não haver acordo com Ruanda sobre segurança do projecto de LNG em Cabo Delgado

Foto: O País

O Presidente da TotalEnergies disse que não assinou nenhum acordo com Ruanda sobre a segurança do projecto de LNG em Cabo Delgado.  Patrick Pouyanné explicou que a sua visita a Kigali tinha como único propósito – a abertura de um escritório para o desenvolvimento e expansão de projectos da empresa.

Depois da inauguração de uma estação de abastecimento de combustível na Cidade de Maputo, que marca a expansão da TotalEnergies no país, o presidente da multinacional francesa, Patrick Pouyanné, considerou progressiva a situação de segurança em Cabo Delgado.

Porém, sabe-se que, antes da sua vinda a Moçambique, Pouyanné teve passagem pelo Ruanda, um dos países com forte presença militar em Cabo Delgado, província que acolhe o projecto de gás da TotalEnergies e que tem vindo a ser assolada pelo terrorismo.

E questionado se teria ido a Kigali em busca de apoio para a segurança do projecto LNG, Pouyanne respondeu que não.

“Estou a abrir um escritório em Ruanda. Como deve saber, nós operamos em 41 países africanos e adicionamos mais um, neste caso, o Ruanda, onde também queremos desenvolver projectos de energias renováveis. Claramente que existe uma cooperação entre Moçambique e Ruanda, mas o objectivo da minha visita à Ruanda era o desenvolvimento de negócios, tal como o fizemos também no Uganda. Portanto, não houve acordo sobre segurança com Ruanda. A TotalEnergies celebrou um acordo apenas com Governo moçambicano sobre a formação de cerca de 2,5 mil jovens em Cabo Delgado”, afirmou Pouyanné

TotalEnergies adquire activos da BP em Moçambique

A TotalEnergies adquiriu os activos da British Petroleum (BP) em Moçambique e todas as suas 82 estações de abastecimento de combustível, bem como activos logísticos e industriais da BP. Mas, quanto custou esta operação, Pouyanné não revelou.

“Recentemente, adquirimos todas as estações da BP. Estendemos a nossa rede de cobertura nacional, o que demonstra o nosso compromisso com o país. A TotalEnergies em Moçambique pretende actuar em todas as áreas energéticas, petróleo, gás e, brevemente, esperamos entrar na área de energias renováveis. Esta operação foi lucrativa, muito lucrativa” concluiu o CEO da TotalEnergies.

Esta segunda-feira, Patrick Pouyanné inaugurou uma estação de abastecimento de combustível na Cidade de Maputo, que faz parte de uma série de estabelecimentos a serem modernizados em todo o país, com a nova designação da Total, em TotalEnergies, incluindo a actividade de venda de produtos petrolíferos.

A transacção envolve uma rede de 26 estações de serviço, um portfólio de clientes industriais e 50% do capital da SAMCOL, empresa de logística anteriormente detida conjuntamente pela TotalEnergies e BP, que opera os depósitos de combustíveis da Matola, Beira e Nacala.

Estes activos vêm complementar a rede existente da TotalEnergies em Moçambique, que já compreende 57 estações de serviço, bem como as suas actividades B2B. A TotalEnergies reforça, assim, a sua posição de actor de primeiro plano na distribuição de produtos petrolíferos do país.

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