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Pessoas com Síndrome de Dawn sofrem estigma na sociedade

Foto: O país

Pessoas com a Síndrome de Dawn ainda enfrentam dificuldades de inserção social devido às suas limitações e ao estigma por parte da sociedade. Outro problema é que o país tem apenas uma unidade sanitária e dois profissionais especializados para atender às pessoas com esta doença.

Depois de uma gestação com o devido acompanhamento pré-natal, Sintia Tamele teve uma surpresa após o nascimento da sua filha. “Na primeira impressão, eu neguei a informação, eu disse não, os médicos devem estar enganados. Não me foi fácil acreditar”.

No entanto, sem muito que fazer, a mulher deixou o preconceito de lado e decidiu cuidar da filha. A menina tem, agora, três anos de idade e, segundo a mãe, enfrenta dificuldades de inserção na sociedade.

“Tenho dificuldade de ela não só ser umas pessoas com a Síndrome de Dawn, mas eu como mãe e particularmente outras crianças que brincam com ela”.

Mas o desafio não é apenas desta mãe. O Hospital Central de Maputo é a única unidade sanitária do país com capacidade para fazer acompanhamento de pessoas com a Síndrome de Dawn. São mais de duas mil pessoas assistidas no HCM.

O Hospital Central não só é o único como, a agravar, tem apenas dois profissionais de saúde, especialistas em genética médica, para prestar assistência aos doentes. Sheila Mabote é uma delas.

“O HCM já consegue fazer algum acompanhamento e dar o devido encaminhamento para estas crianças. É importante fazer o despiste inicial, principalmente as doenças cardíacas e vários outros factores que podem prejudicar a vida destas crianças”, disse a médica geneticista.

A médica aponta a necessidade de capacitar mais profissionais nesta área e criação de políticas públicas que possam maximizar a inclusão de pessoas com a Síndrome de Dawn.

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