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Populares incendeiam casa de comandante da PRM em Niassa

Populares revoltaram-se, ontem, em Mandimba, província do Niassa, e incendiaram a casa do comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM). A revolta registou-se depois de um cambista ter sido assassinado, último domingo, um crime que os populares suspeitam ter mão da polícia.

O indivíduo foi assassinado na madrugada de domingo, no distrito de Mandimba, que faz fronteira com o Malawi. Os atacantes teriam ainda se apropriado de um valor monetário não quantificado, que estaria na posse da vítima.

“Segundo as declarações da família, no grupo, havia um homem com fardamento da polícia”, disse um dos residentes do distrito, que pediu para não ser identificado, segundo escreve a DW.

Dezenas de pessoas saíram à rua, revoltadas, invadiram e incendiaram a residência oficial do comandante da polícia em Mandimba, tendo incendiado ainda duas viaturas da corporação. “A fúria da população de Mandimba acabou nas primeiras horas do dia invadindo o edifício do comando distrital da Polícia da (PRM) e insinuando que alguns membros da polícia estão envolvidos na onda de criminalidade”, que afecta também “residências de alguns empresários e agentes económicos da vila municipal de Mandimba”, acrescentou o popular.

Ontem, durante o briefing, a PRM não comentou as acusações dos populares. O comandante provincial da Polícia da República de Moçambique no Niassa, Aguilasse Mada, apenas falou dos estragos provocados pela revolta popular e garantiu que o caso está a ser investigado.

Os populares que se fizeram ao comando distrital “alegam que a polícia não tomou medidas preventivas e que, depois da ocorrência, não conseguiu esclarecer o caso”. No entanto, o comandante referiu que “a PRM ainda estava a fazer diligências para a localização dos infractores, para poderem ser responsabilizados pelos seus actos”.

Aguilasse Mada afirmou que a manifestação levou muito tempo e garantiu que foram enviadas duas equipas das forças especiais para a região. O comandante provincial não disse se houve feridos na revolta.

“Nós solicitámos à polícia de fronteira estacionada naquele distrito para se juntar ao comando distrital, na perspectiva de amainar os ânimos dos manifestantes, e isso aconteceu”, acrescentou Aguilasse Mada.

“A PRM destacou uma força para o distrito de Mandimba para poder, de facto, fazer a reposição da ordem pública”, sublinhou o comandante provincial da PRM no Niassa.

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